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Árvore rara e ameaçada de extinção é avistada pela primeira vez em Porto Alegre

Vegetal encontrado no bairro Ponta Grossa, na zona Sul, possui 13,5 metros de altura

Espécie ameaçada de extinção foi identificada pela primeira vez em área natural de Porto Alegre
Espécie ameaçada de extinção foi identificada pela primeira vez em área natural de Porto Alegre Foto : Rogério Otávio Schmidt / SMAMUS / CP

Uma espécie ameaçada de extinção foi identificada pela primeira vez em área natural de Porto Alegre. Trata-se da Brosimum glaziovii Taub, conhecida popularmente como camboatã, marmelinho ou leiteiro. O registro ocorreu em abril, no bioma da Mata Atlântica, durante trabalho da equipe da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), em cooperação técnica com o pesquisador Martin Molz, do Museu de Ciências Naturais do Jardim Botânico do Rio Grande do Sul.

O exemplar foi localizado no terreno da antiga sede da Associação dos Professores do RS, na rua Jacarandás, bairro Ponta Grossa. Até então, a espécie nunca havia sido identificada em levantamentos anteriores realizados em áreas naturais da Capital. A partir deste registro, a Brosimum glaziovii Taub passa a ser considerada de ocorrência autóctone (ou seja, nativa) e extremamente rara em Porto Alegre. Segundo avaliação da equipe, o vegetal possui 13,5 metros de altura e apresenta bom estado de saúde.

A árvore é classificada como “Em Perigo de Extinção” (EN), conforme o Decreto Estadual 52.109, de 19 de dezembro de 2014, que trata da flora nativa ameaçada no Rio Grande do Sul. Após a identificação, o exemplar foi cadastrado como matriz de sementes pelo Viveiro Municipal, que aguarda a produção para iniciar a propagação de novas mudas.

“A preservação da Brosimum glaziovii Taub representa um avanço importante tanto para a conservação da biodiversidade local quanto para o fortalecimento do conhecimento científico sobre espécies nativas”, explica Rogério Otávio Schmidt, engenheiro agrônomo e chefe da equipe de produção vegetal do Viveiro Municipal da secretaria.

Viveiro Municipal

Com 3,5 hectares de área, o espaço dedica 2,5 hectares à produção de mais de 120 espécies nativas do Rio Grande do Sul, incluindo árvores, arbustos e herbáceas. O trabalho realizado no local valoriza a flora regional e contribui para a conservação do patrimônio natural da cidade.

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