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Atingidos pelas cheias protestam contra criação de cargos em Cachoeirinha e reivindicam por estudos

Projeto aprovado por vereadores na primeira sessão do ano, que cria ao menos 34 novos cargos e vagas de estágio, causou indignação em moradores afetados pelas enchentes

Manifestação foi pacífica, com faixas e cartazes que demonstraram insatisfação
Manifestação foi pacífica, com faixas e cartazes que demonstraram insatisfação Foto : Elenilso Portela / Divulgação / CP

Integrantes da Comissão dos Moradores do Parque da Matriz, da Associação Três de Maio, Vila Jardim América, Associação da Vila Eunice e da rua Telmo Dornelles, todos da cidade de Cachoeirinha, se fizeram presentes na sessão da Câmara de Vereadores do município, na noite de terça-feira, protestando contra o projeto de lei que foi aprovado na primeira sessão do ano que cria mais de 34 cargos e vagas de estágios, ao custo aproximado de R$ 10 milhões, em quatro anos.

Com faixas e cartazes, os moradores demonstravam dentro do plenário a insatisfação da inércia do Poder Legislativo e a falta de interesse dos vereadores em auxiliar na construção de projetos que evitem novas enchentes na cidade. "É um absurdo a criação destes novos cargos exatamente em um momento que famílias atingidas pelas cheias reivindicam do poder público, estudos e projetos que evitem novas tragédias. Ainda existem moradores que nem conseguiram retornar às suas casas devido a enchente de maio", disse o porta-voz do grupo, Elenilso Portela.

Segundo ele, desde o final do ano passado os moradores clamam por um projeto no bairro Parque da Matriz que evitem o extravasamento do arroio Passinhos em dias de temporal pois, conforme Portela, a água não dá vazão nas galerias, alagando totalmente as ruas do bairro. "Enquanto eles criam novos cargos, nós convivemos com a incerteza de novas enchentes. Temos o direito de viver em paz e com dignidade."

O Procurador-Geral da Câmara de Vereadores, Rodrigo Silveira, explica que a função de criar políticas públicas para a questão da contenção das cheias na cidade é responsabilidade do Poder Executivo e o Legislativo não tem gerência e nem mesmo competência sobre isso. Com relação a criação de 34 cargos de assessor comunitário, dois para cada vereadores (que ao todo são 17), o Procurador informou que esta é uma demanda antiga e contestou o impacto financeiro de R$ 10 milhões. “O assessor comunitário vai atuar na linha de frente, na rua, lincando as demandas da comunidade com o gabinete do vereador. A intenção é que esse assessor faça o mapeamento das principais reivindicações da população e traga para os parlamentares com a mais brevidade possível.” Segundo ele, o impacto para estes cargos será de R$ 3milhões em quatro anos.

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