As famílias que perderam suas moradias em decorrência da enchente de maio de 2024, na cidade de Canoas, que ainda estavam abrigadas no Centro Humanitário de Acolhimento Esperança, e que foram transferidas no sábado para as residências temporárias, instaladas no bairro Estância Velha, transbordavam sentimento de felicidade. No sorriso, nas palavras e na cordialidade, a expressão dos moradores era de gratidão.
Ao todo, foram transferidas 12 famílias até o momento. No local, estão instaladas 58 casas. Em uma delas está a família da Maria Eumira Vidal de Negreiros, 56 anos, que perdeu a casa onde morava no bairro Mathias Velho para as águas das cheias. "Inicialmente eu fui para o abrigo da Ulbra, depois para a Petrobras, até que fui parar no abrigo Esperança, onde permaneci até sábado."
Acompanhada da filha de 11 anos, Maria estampava um largo sorriso ao descrever o sentimento de felicidade por ter, finalmente, um local somente para ela e a família. "Eu entrei aqui com o pé direito. Não consegui dormir direito essa noite de tanta emoção. Ainda não consigo acreditar que não vou precisar compartilhar do banheiro e nem do chuveiro. Aqui é muito lindo. É uma casa pequena, mas é da gente", conta ela, que ainda aguarda pela chegava do marido e do filho de 23 anos.
"Vamos ter a nossa privacidade e fazer a comida que a gente quiser. Nada de banho comunitário. Não posso me queixar do abrigo porque fui muito bem tratada, mas ter a nossa casa é diferente. Tu tens mais liberdade." Cada moradia possui 27 metros quadrados e é composta por dormitório, sala e cozinha conjugadas e banheiro, além de possuir mobiliário sob medida e eletrodomésticos da linha branca. A estrutura de aço galvanizado e concreto ganhou elementos que garantem resistência e conforto para os moradores.
Com um investimento de R$ 83,3 milhões, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Habitação do Estado, adquiriu 625 Módulos Habitacionais Transportáveis, que são retirados, higienizados após o uso e reaproveitados sempre que houver necessidade de atendimento emergencial de habitação. Após Canoas, serão entregues 80 moradias temporárias em Porto Alegre, 105 em Eldorado do Sul e 20 em Rio Pardo.
O vice-governador Gabriel Souza, destacou que a transferência das primeiras famílias para as moradias temporárias representa um passo importante na reabilitação dessas pessoas, garantindo que elas possam retomar suas vidas com segurança, conforto e acesso a serviços essenciais. "Estamos empenhados em garantir que essa fase de transição seja concluída com eficiência e sensibilidade, pensando sempre no bem-estar das pessoas envolvidas. A desmobilização gradual do Centro Humanitário de Acolhimento Esperança em Canoas demonstra que o governo do Estado está alinhado às ações de reconstrução, oferecendo moradias temporárias adequadas e suporte completo às famílias, até que elas possam receber suas casas definitivas pelo governo federal."
Casas definitivas
Com investimento de R$ 7,1 milhões, o município de Canoas receberá 51 moradias definitivas por meio do programa A Casa é Sua-Calamidade, do governo do Estado. O terreno está sendo preparado pela prefeitura. Após a entrega do local, as casas serão concluídas em 120 dias. Essas soluções habitacionais fazem parte do Plano Rio Grande, um programa de Estado liderado pelo governador Eduardo Leite para reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.
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