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Atingidos pelas cheias são transferidos do abrigo e levados para as casas temporárias em Canoas

Famílias que perderam suas casas durante as enchentes de maio são transferidas para residências temporárias, no bairro Estância Velha, até a entrega das moradias definitivas

Maria, transbordando felicidade ao lado da filha Jussaine de Negreiros Melo, 11 anos
Maria, transbordando felicidade ao lado da filha Jussaine de Negreiros Melo, 11 anos Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

As famílias que perderam suas moradias em decorrência da enchente de maio de 2024, na cidade de Canoas, que ainda estavam abrigadas no Centro Humanitário de Acolhimento Esperança, e que foram transferidas no sábado para as residências temporárias, instaladas no bairro Estância Velha, transbordavam sentimento de felicidade. No sorriso, nas palavras e na cordialidade, a expressão dos moradores era de gratidão.

Ao todo, foram transferidas 12 famílias até o momento. No local, estão instaladas 58 casas. Em uma delas está a família da Maria Eumira Vidal de Negreiros, 56 anos, que perdeu a casa onde morava no bairro Mathias Velho para as águas das cheias. "Inicialmente eu fui para o abrigo da Ulbra, depois para a Petrobras, até que fui parar no abrigo Esperança, onde permaneci até sábado."

Acompanhada da filha de 11 anos, Maria estampava um largo sorriso ao descrever o sentimento de felicidade por ter, finalmente, um local somente para ela e a família. "Eu entrei aqui com o pé direito. Não consegui dormir direito essa noite de tanta emoção. Ainda não consigo acreditar que não vou precisar compartilhar do banheiro e nem do chuveiro. Aqui é muito lindo. É uma casa pequena, mas é da gente", conta ela, que ainda aguarda pela chegava do marido e do filho de 23 anos.

"Vamos ter a nossa privacidade e fazer a comida que a gente quiser. Nada de banho comunitário. Não posso me queixar do abrigo porque fui muito bem tratada, mas ter a nossa casa é diferente. Tu tens mais liberdade." Cada moradia possui 27 metros quadrados e é composta por dormitório, sala e cozinha conjugadas e banheiro, além de possuir mobiliário sob medida e eletrodomésticos da linha branca. A estrutura de aço galvanizado e concreto ganhou elementos que garantem resistência e conforto para os moradores.

Com um investimento de R$ 83,3 milhões, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Habitação do Estado, adquiriu 625 Módulos Habitacionais Transportáveis, que são retirados, higienizados após o uso e reaproveitados sempre que houver necessidade de atendimento emergencial de habitação. Após Canoas, serão entregues 80 moradias temporárias em Porto Alegre, 105 em Eldorado do Sul e 20 em Rio Pardo.

O vice-governador Gabriel Souza, destacou que a transferência das primeiras famílias para as moradias temporárias representa um passo importante na reabilitação dessas pessoas, garantindo que elas possam retomar suas vidas com segurança, conforto e acesso a serviços essenciais. "Estamos empenhados em garantir que essa fase de transição seja concluída com eficiência e sensibilidade, pensando sempre no bem-estar das pessoas envolvidas. A desmobilização gradual do Centro Humanitário de Acolhimento Esperança em Canoas demonstra que o governo do Estado está alinhado às ações de reconstrução, oferecendo moradias temporárias adequadas e suporte completo às famílias, até que elas possam receber suas casas definitivas pelo governo federal."

Casas definitivas

Com investimento de R$ 7,1 milhões, o município de Canoas receberá 51 moradias definitivas por meio do programa A Casa é Sua-Calamidade, do governo do Estado. O terreno está sendo preparado pela prefeitura. Após a entrega do local, as casas serão concluídas em 120 dias. Essas soluções habitacionais fazem parte do Plano Rio Grande, um programa de Estado liderado pelo governador Eduardo Leite para reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.

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