Cidades

Começa no sábado a transferência dos atingidos pelas cheias do abrigo para as casas temporárias em Canoas

Centro Humanitário de Acolhimento será desmobilizado pelo governo do Estado nas próximas semanas

As moradias temporárias foram instaladas na Rua Dona Castorina Lima da Silveira, no bairro Estância Velha
As moradias temporárias foram instaladas na Rua Dona Castorina Lima da Silveira, no bairro Estância Velha Foto : Bruna Ourique / Prefeitura de Canoas / CP

O Centro Humanitário de Acolhimento (CHA) Esperança, que a ainda acolhe mais de 100 famílias desabrigadas em decorrência da enchente de maio de 2024, começa a ser desmobilizado neste sábado, em Canoas. Com apoio da prefeitura, as primeiras famílias começam a ser transferidas para as residências temporárias, que foram instaladas na Rua Dona Castorina Lima da Silveira, no bairro Estância Velha. Os atingidos ficarão instaladas nos novos espaços até a entrega das moradias definitivas.

As mudanças seguem gradativamente nos dias seguintes, até que o Centro Humanitário esteja desocupado, para que possa ser totalmente desmobilizado pelo governo do Estado, antes da desmontagem do espaço, que hoje funciona no Centro Olímpico Municipal. Em decorrência de critérios adotados pelo governo estadual, as residências temporárias não podem ser habitadas por pessoas que morem sozinhas.

Por isso, a prefeitura de Canoas, por meio das Secretarias Municipal de Habitação e Regularização Fundiária e de Assistência Social, buscou soluções para garantir o atendimento das necessidades de moradia destas pessoas não contempladas pelo Estado. Dentre as pessoas que não irão para as moradias temporárias por não atenderem os critérios, a Prefeitura encaminhou os idosos para vagas sociais em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs).

Já as pessoas com deficiência foram encaminhadas para vagas sociais em residenciais inclusivos. Enquanto isso, para aqueles que encaminharam o processo do aluguel social e ainda aguardam a conclusão, a Prefeitura montará um abrigo temporário. Apenas três pessoas, que viviam em situação de rua antes da enchente, optaram por não aderir a nenhuma das alternativas apresentadas e voltar para as condições em que viviam.

Destas, uma optou por deixar imediatamente o Centro Humanitário e para as outras duas, foram encaminhados ao Ministério Público pedidos de internação compulsória para tratamento de dependência química.4

Veja Também