Cidades

Atingidos pela enchente de 2024 serão contemplados com 1,5 mil novas moradias na cidade de Canoas

Atualmente o projeto está em fase de análises técnicas de engenharia, de risco e jurídica; após aprovação pela Caixa, o prazo de execução das obras é de 18 meses

Uma proposta habitacional para construção de 1,5 mil unidades habitacionais, referente ao Residencial Casapátio Canoas, no bairro Brigadeira, deve ser efetivada muito em breve na cidade de Canoas e contemplará os moradores que tiveram suas casas totalmente destruídas pelas águas da enchente de maio do ano passado.

A obra, segundo informou a Caixa Econômica Federal, é objeto da Portaria nº 704/2024, do Ministério das Cidades, que formaliza a contratação de empreendimentos habitacionais em municípios do Rio Grande do Sul em situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pela União em 2024, da linha de atendimento subsidiada de unidades novas em áreas urbanas com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), integrante do Programa Minha Casa, Minha Vida.

O proponente do projeto, conforme a Caixa, é o município de Canoas e as construtoras responsáveis pela execução das obras, já selecionadas, são a Tenda Negócios Imobiliários S.A e a Alea S.A.

Segundo informou a Caixa Econômica Federal, o projeto atualmente está em fase de análises técnicas de engenharia, de risco e jurídica, de acordo com os requisitos constantes na Lei 14.620 e Portaria MCID nº. 725/2023. Após essa análise e aprovação do projeto habitacional pela Caixa, além de autorização de contratação pelo Ministério das Cidades, o prazo estimado de execução das obras é de 18 meses.

O banco destaca que compete ao ente público municipal a responsabilidade pela indicação de famílias impactadas pela situação de emergência ou estado de calamidade pública, cujos imóveis serão doados pelo Fundo de Arrendamento Residencial.

Em contato com a Administração de Canoas, o Executivo informou que "inicialmente, o que coube à prefeitura de Canoas foi a emissão da carta de apoio ao empreendimento. Agora, o processo tramita na Caixa Federal e Ministério das Cidades para finalização. Depois de assinado o contrato, o processo volta para a Prefeitura analisar os licenciamentos."

CASAS SERÃO PRODUZIDAS COM TECNOLOGIA WOODFRAME

O diretor de operações da Alea, startup da construtora Tenda, Luis Martini, informou que o projeto utiliza o modelo construtivo offsite da Alea, um método de alta tecnologia desenvolvido nos Estados Unidos e amplamente utilizado em diversos países. As casas são produzidas em fábrica e montadas posteriormente no local. Segundo Martini, este sistema é baseado na tecnologia woodframe, que se destaca pela tecnologia e desempenho. As paredes são compostas por um sistema multicamadas.

Este conjunto de materiais e camadas é projetado para proporcionar resistência, alto conforto térmico, isolamento acústico superior, vedação eficiente e um excelente acabamento. O diretor de operações da Alea destaca ainda que as residências terão 45,63 metros quadrados, com dois cômodos. O custo estimado por imóvel é de R$ 200 mil e durante a execução das obras serão gerados 250 empregos diretos.

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