Cidades

Atratividade dos centros históricos é debatida no último dia de palestras de encontro internacional em Porto Alegre

3º Encontro Internacional de Urbanismo em Áreas Centrais encerrou nesta sexta-feira, na Usina do Gasômetro

Terceiro e último dia de palestras do 3º Encontro Internacional de Urbanismo em Áreas Centrais
Terceiro e último dia de palestras do 3º Encontro Internacional de Urbanismo em Áreas Centrais Foto : Mauro Schaefer

O terceiro e último dia de palestras do 3º Encontro Internacional de Urbanismo em Áreas Centrais, realizado na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, teve painéis com foco na revitalização de centros históricos, assim como na construção de estratégias para trazer de volta moradores e turistas. O painel Instituto Cidades Responsivas – Centros Urbanos em Transformação: A Perspectiva dos Agentes de Mercado, trouxe a visão da iniciativa privada a partir de ações que afetam os equipamentos públicos na área do urbanismo.

A mediadora, a fundadora e diretora do Instituto Cidades Responsivas, Luciana Fonseca, disse que muito se falou no evento a respeito da cidade ser para as pessoas, mas a cidade “também é as pessoas”. “Temos no Centro uma dimensão de atratividade interessante, temos trabalho, mas não temos a identidade social que precisamos ter, e, desta maneira, não temos todas as potenciais oportunidades que podemos”, discorreu ela.

“Se trata de transformarmos a percepção de valor da população acerca do Centro Histórico, de ele ser visto como uma possibilidade das pessoas morarem, para elas comprarem, Investirem, realmente estarem ali permanentemente como habitantes”, acrescentou, dizendo que este caminho, mais eventos e acontecimentos turísticos, por exemplo, gera sazonalidade e uma dinâmica suficiente capaz de gerar permanência das pessoas. O sócio e vice-presidente do Grupo Estrutura, Tiago Antunes, comentou que a iniciativa privada precisa fazer sua parte, contribuindo com a discussão com o poder público em busca de denominadores comuns.

“A parte pública lida com desafios e nós, do setor privado, precisamos nos adaptar e entender como fazer bem nossa parte. Não apenas subir o projeto, mas fazer uma integração do edifício com o entorno também”, salientou ele, destacando ser fundamental que o poder público “entenda como fazer os devidos mecanismos” para promover a entrada do incorporador, assim como outros agentes privados que possam contribuir com a construção de uma cidade melhor.

“Isso vale para a pessoa que vai abrir um restaurante, uma escola, que vai repopular com outras atividades econômicas que fomentem a riqueza do Centro depois das 18 horas, ou nos finais de semana. Estes programas de revitalização são também para todos nós que somos do setor privado podermos pensar na área central como um lugar viável para melhor exercermos nossas funções”, acrescentou. O painel ainda teve a participação de Daniele Nabinger, Business Development Manager da OSPA Capital; Thomas Fontana, da Somos.RS e G30, e do secretário Municipal de Inovação da Prefeitura de Porto Alegre, Luiz Carlos Pinto.

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