Temas de saúde, educação, regularização fundiária e inclusive a possiblidade de uma nova loteria metropolitana foram discutidos na assembleia geral ordinária da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal), nesta quinta-feira, na Fazenda do Bosque, em Guaíba. O encontro ocorreu antes do Almoço Metropolitano, que reuniu também deputados e demais autoridades.
Segundo o presidente do Consórcio Granpal e prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata, foi reforçada a intenção de reivindicar R$ 39 milhões a mais prometidos pelo governo do Estado via Assistir para a área da saúde, além da possibilidade de expansão às outras cidades de um projeto já iniciado em Portão, onde o prefeito Kiko Hoff anunciou no final de abril mil consultas mensais de telemedicina de seus habitantes, por meio de um convênio junto ao Hospital Moinhos de Vento, da Capital. A ideia é voltar a discutir a questão em uma nova reunião na próxima quarta ou quinta-feira, bem como ser debatido em Brasília, durante a Marcha dos Prefeitos.
Também na semana que vem, haverá um encontro com o presidente do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Gilberto Barichello, para discussão da possibilidade de recomposição do teto MAC, para o custeio de serviços de média e alta complexidade. Questionado sobre a posição de Porto Alegre, que voltou atrás na intenção de repassar a gestão plena destas complexidades ao Estado devido ao governo estadual não apresentar garantias para isto, segundo a Prefeitura, Maranata disse que a ideia dos prefeitos da região metropolitana é seguir adiante em questões específicas, como Canoas, que vive uma crise própria na saúde.
“Quem sabe o governo do Estado colocar mais recursos ali, porque o inverno está chegando. Também queremos ver se o Estado consiga absorver estas demandas da região metropolitana”, disse o presidente do consórcio. Ainda no primeiro semestre, chefes do Executivo da Granpal viajarão também ao Chile, a convite da CMPC, empresa de celulose com unidade em Guaíba, e que mantém o maior investimento privado do Rio Grande do Sul, com R$ 24 bilhões.
Ainda segundo Maranata, a ideia dos municípios é que cada um faça um projeto de lei para a criação de uma loteria metropolitana, que deverá ser unificada, porém cada cidade indicará para onde irá o recurso. “Alguns vão botar em transporte, outros em saúde, outros em infraestrutura, as negociações serão feitas com as Câmaras Municipais. O resultado disso fica para o município, mas a premiação é metropolitana, o que torna isto mais atrativo. A legislação já autoriza isto, e evita cada cidade ter a sua”, salientou ele, reforçando que a ideia é bem aceita pelos prefeitos, que deverão viajar para a Argentina em breve para inspirar-se em uma proposta já existente naquele país.