Bancários protestam contra projeto que prevê fim da porta giratória em agências

Bancários protestam contra projeto que prevê fim da porta giratória em agências

Prefeito Sebastião Melo tem prazo até segunda-feira para aprovar ou vetar o PL

Felipe Samuel

Manifestantes protestaram contra o fim da porta giratória em agências bancárias

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Insatisfeitos com o Projeto de Lei 244/2022, que permite a retirada das portas de segurança das agências bancárias de Porto Alegre, bancários protestaram em frente ao Centro Administrativo Municipal (CAM), no Centro Histórico, nesta quinta-feira. Conforme entidades sindicais da categoria, o chamado PL da Insegurança Bancária, de autoria do Ramiro Rosário, fragiliza o sistema de segurança das agências bancárias, colocando em risco funcionários e clientes.

Representantes do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) e da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras (Fetrafi-RS) saíram do Largo Glênio Peres em direção ao CAM, na chamada “Caminhada da Morte”. Dirigentre da Fetrafi-RS, Sabrina Muniz explica que a iniciativa faz parte da campanha “Veta, Melo”, que visa sensibilizar o prefeito Sebastião Melo e impedir a sanção do PL.

“Esse PL precisa voltar para a Câmara para que haja uma discussão mais ampla. Ele passou a toque de caixa no final do ano passado e não deu oportunidade para os vereadores debaterem esse projeto”, afirma. Ela defende discussão aprofundada da matéria antes de ser aprovada. “A porta giratória é o único instrumento que realmente trava. É o único que vai impedir um assalto a mão armada”, destaca. 

Conforme Sabrina, o projeto de lei foi aprovado com argumento de modernizar a gestão. “Hoje o dinheiro dos bancos está dentro dos computadores, então os gerentes têm possibilidade de fazer transferências. Em São Paulo, já teve assalto a essas agências sem porta giratória em que eles ficaram 4 horas com as pessoas reféns e roubaram R$ 4 milhões sem levar nada em dinheiro. Tudo só eletrônico”, observa. O prazo para sanção ou veto termina na segunda-feira.


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