Cachoeirinha assina contrato com terceirizada para limpeza em unidades de saúde
capa

Cachoeirinha assina contrato com terceirizada para limpeza em unidades de saúde

Más condições de higienização já duram cinco meses e prejudicam atendimento à população

Por
Fernanda Bassôa

Limpeza e recolhimento de lixo deve ser normalizada na próxima semana

publicidade

Cinco meses após a Prefeitura de Cachoeirinha rescindir contrato com a empresa que fazia os serviços de limpeza nos prédios da administração municipal, uma nova terceirizada foi escolhida em licitação. A publicação da vencedora no Diário Oficial ocorreu na sexta-feira (19) e a empresa atenderá especificamente as unidades de saúde. O secretário de Saúde de Cachoeirinha, Paulo Abrão, garantiu que a limpeza e o recolhimento de lixo devem ser normalizados no início da próxima semana. “O contrato já foi assinado com a empresa, que atualmente recruta funcionários em processo de seleção", afirma o secretário, destacando que houve pedido de agilidade para sanar a demanda.

De acordo com os trabalhadores das unidades de saúde, a equipe móvel, criada em setembro pelo Executivo para suprir a demanda da limpeza, não é suficiente nem mesmo adequada para realizar os serviços. “Com frequência precisamos fechar as portas ou impedir atendimentos em virtude das más condições de higiene”, disse a representante do Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha (Simca) e auxiliar de enfermagem Delmarina Dias, 45 anos, que atua na Unidade de Saúde da Família (USF) Carlos Wilkens. A USF chegou a ficar 19 dias sem limpeza e fechou por um dia. Outras duas unidades foram obrigadas a interromper consultas na semana passada em virtude da sujeira. “Isso acaba inviabilizando os atendimentos e prejudicando a população.”

A auxiliar de Enfermagem afirma que a situação na rede de saúde é crítica e conta que baratas são vistas pelos corredores. “Sem falar no cheiro insuportável que vem do banheiro pela falta de recolhimento do lixo. Como vamos atender e oferecer um serviço de qualidade dessa maneira? Não há como!” A situação da limpeza precária se arrasta desde setembro, mas tem se agravado com o passar dos meses. Em contato com o Ministério Público do Trabalho, a assessoria informou que não há nenhuma denúncia sobre este cenário em Cachoeirinha e desconhece a situação.