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Canoas conta com Plano de Ação Climática com metas que nortearão ações ambientais até 2050

Plano foi criado para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, minimizando possíveis consequências causadas por eventos extremos como as enchentes de 2024

Entre as metas, segundo o secretário, estão o plantio de mais árvores, atuando como filtros para ajudar na drenagem, e mais áreas verdes
Entre as metas, segundo o secretário, estão o plantio de mais árvores, atuando como filtros para ajudar na drenagem, e mais áreas verdes Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

Canoas a partir de agora tem o Plano de Ação Climática (PLAC), criado em parceria a associação "Governos Locais pela Sustentabilidade" (ICLEI), uma organização não governamental internacional que promove o desenvolvimento sustentável, para nortear ações ambientais que deverão mitigar os efeitos das mudanças climáticas, minimizando as possíveis consequências causadas pelas situações climáticas extremas como, por exemplo, a enchente de 2024, até o ano de 2050.

O secretário do Meio Ambiente de canoas, Guilherme Haygert, explica que os eventos que aconteceram entre abril e maio do ano passado fazem parte de um grande cenário de mudanças climáticas que a partir de agora as cidades deverão estar preparadas para enfrentar.

"É uma realidade que vai estar presenta daqui para frente. E o PLAC engloba não só ações estruturais como diques ou casas de bombas, como também outras ações que são menos custosas e mais simples, mas que igualmente ajudam a enfrentar essa situação."

Ou seja, segundo ele, são outros caminhos para se adaptar as mudanças do clima, diminuindo as perdas materiais e contribuindo para uma cidade mais sustentável e democrática a médio, longo e curto prazos até 2050, prazo para todo o plano ser implementado.

"Além do dique, podemos citar o planejamento de saneamento e a drenagem urbana. O asfalto não deixa a água de chuva escorrer. Temos os telhados verdes, a grama ajuda amortecer água, auxiliando na vazão, deixando mais lenta. Mais árvores, atuando como filtros para drenar as áreas. Mais áreas verdes para atuar como espécies piscinas."

O problema, segundo o secretário, não é a quantidade de chuva em curto espaço de tempo, mas sim como funciona a drenagem urbana e o saneamento da cidade. Outra questão que ele considera bem audaciosa dentro do Plano de Ação Climática é com relação questão da neutralização das emissões de carbono para evitar as consequências do desequilíbrio do efeito estufa.

"É importante destacar que o PLAC que foi finalizado neste ano e foi construído a partir de ideias de muitos governos. Com certeza é um documento com metas que deverão nortear a comunidade até 2050 para que possamos construir não só uma cidade, mas um mundo muito melhor, mais sustentável. É um grande legado que deixaremos para as próximas gerações.

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