Centro para vítimas de violência doméstica entrará em funcionamento até o final de julho
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Centro para vítimas de violência doméstica entrará em funcionamento até o final de julho

Medida irá atender vítimas e filhos oriundos de cidades da região Metropolitana

Por
Correio do Povo

Centro irá receber mulheres da região Metropolitana

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Deve entrar em funcionamento até o fim de julho o Centro Regional de Abrigamento das Mulheres em Situação de Risco e de Violência (CRAM), medida elaborada pela Fundação La Salle para prestar assistência e atendimento individualizado às vítimas e filhos, oriundos de cidades da região Metropolitana. O espaço, em local não informado, terá capacidade para abrigar 40 mulheres e dispõe de dormitórios com banheiro, refeitório, biblioteca, salas de aula, capela e áreas de lazer. A prestação do serviço será por meio de convênio individualizado com os municípios. Cada vaga custará R$ 3,5 mil mensais, com tempo de permanência de até seis meses. 

Os encaminhamentos para o CRAM serão feitos por orientação de serviços assistenciais das prefeituras e medidas protetivas do Ministério Público e Judiciário. Os processos de contratação estão em andamento com as cidades de Cachoeirinha, Alvorada, Sapucaia do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Esteio, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Estância Velha, Guaíba, Eldorado do Sul e Viamão.

Segundo o coordenador de projetos da Fundação La Salle, Edimilson Tresoldi, durante o contrato ficará assegurado o atendimento especializado por profissionais de assistência social, médica, psicológica e jurídica, além de alimentação e acompanhamento pedagógico para as crianças que temporariamente estejam afastadas dos lares e escolas. “O imóvel é próprio da Fundação e ideal para atender essa demanda latente da sociedade, que fatalmente acaba em feminicídio. Por isso, colocamos à disposição dos municípios um local para acolher essas mulheres que se encontram em situação de risco ou que já tenham sofrido algum tipo de violência e se encontram em extrema vulnerabilidade.” Segundo Tresoldi, economicamente, o consórcio é viável, tendo em vista que o CRAM vai funcionar 24 horas durante sete dias da semana.

O diretor executivo da Associação dos Municípios da Região Metropolitana (Granpal), José Luis Barbosa, diz que o CRAM é uma demanda antiga dos gestores municipais, que têm se preocupado com os índices de violência doméstica e registros de feminicídios. “É um atendimento de emergencialidade importante, uma espécie de medida extrema, que tem amparo judicial. É um local onde a vítima e seus filhos se sentirão acolhidos, com todos os subsídios jurídicos, psicológicos e materiais. É também uma alternativa de segurança para a vítima, tendo em vista que na maioria das vezes o agressor tende a procurá-la para agredi-la ou ameaçá-la, bem como a seus familiares.”

Para o prefeito de Guaíba, José Sperotto, é um serviço necessário, que será prestado por uma fundação com credibilidade. “A tendência é de que Guaíba participe da implantação do projeto. Porém, a administração está fazendo levantamento de vagas necessárias, além dos custos. Guaíba terá ainda neste ano o cartório da mulher, na nova Delegacia de Polícia. As duas ferramentas, juntas, são importantes no combate à violência.”