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Chega a Cachoeirinha maquinário para remoção do lixo no rio Gravataí

Empresa começou a vistoria no local, para montar a estratégia de retirada, nesta quarta-feira

Maquinário foi instalado na região do Pier de Cachoeirinha, próximo ao ponto onde há acúmulo de lixo
Maquinário foi instalado na região do Pier de Cachoeirinha, próximo ao ponto onde há acúmulo de lixo Foto : Ricardo Giusti

A empresa FDM engenharia começou, na tarde desta quarta-feira, 15, a instalação do maquinário para a remoção do lixo acumulado no rio Gravataí, no município de Cachoeirinha. Os equipamentos foram instalados no pier da cidade, localizado pouco mais de 800 metros à frente do ponto onde os resíduos estão concentrados, do outro lado da ponte que liga Cachoeirinha a Porto Alegre. Uma barreira de contenção já foi instalada para evitar que o lixo passe.

No local, o prefeito aguardava o início dos trabalhos, junto de secretários e representantes da Defesa Civil do município e de outras das nove cidades que fazem parte da bacia do rio Gravataí. A previsão é de que os trabalhos durem de 20 a 30 dias. “A gente está muito ansioso, foi uma madrugada muito tensa, em razão das chuvas. Teve o deslocamento de resíduos, em torno de uns 200 metros e estamos acompanhando”, afirma o prefeito Cristian Wasem.

O início efetivo da remoção do lixo está previsto para a manhã desta quinta-feira, 16. O trabalho será feita pela água, com o uso de um barco, para evitar impacto ambiental às margens do rio Gravataí, conforme o engenheiro ambiental responsável pelo projeto, Felipe Vargas e Silva. “A gente tem um dique de contenção de proteção contra cheias, que não suporta equipamento de grande porte transitando por cima dele”, detalha. Funcionários da empresa responsável ainda vistoriam o local para avaliar qual o melhor formato de retirada do lixo, em função das macrófitas presentes na água.

Contratada pela prefeitura de Cachoeirinha, a empresa que realiza o trabalho é de Porto Alegre, e atua de forma especializada na remoção e coleta de resíduos perigosos. Até o momento, o plano é que os resíduos sejam colocados no barco destinado ao transporte deste tipo de material e levados diretamente para um caminhão, de forma que não fiquem na margem do rio. A preocupação é com os riscos de contaminação. “Os resíduos são bem sujos e estão em contato com a água que está bastante contaminada. Ainda não foi feita análise do nível de contaminação, mas vai ser”, afirma o engenheiro ambiental.