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Concessionária responsável pelo Polo Rodoviário de Pelotas apresenta balanço

Empresa também anunciou oficialmente que passa a se chamar Ecovias Sul

O diretor superintendente da Ecovias Sul, Fabiano Medeiros (centro), apresentou os números do trabalho realizado pela concessionária
O diretor superintendente da Ecovias Sul, Fabiano Medeiros (centro), apresentou os números do trabalho realizado pela concessionária Foto : Angélica Silveira /Especial CP


Na manhã desta quarta-feira, em uma reunião na Associação Comercial em Pelotas, a concessionária Ecosul anunciou oficialmente que passou a se chamar Ecovias Sul. A empresa anunciou que isto ocorre como um reposicionamento da marca. A identidade visual e materiais institucionais também foram modernizados e devem ser alterados de forma gradativa.

O diretor superintendente da empresa, Fabiano Medeiros, reforçou que a mudança de nome não muda os serviços prestados até o final da concessão às 23h59min do dia 3 de março de 2026. "Somos o maior grupo de gestão de rodovias no país. Tava na hora de reformular nosso nome, pois estavam muito diferentes em todo o país, então foi decidido criar o sistema Ecovias", justifica. Ele garante que os serviços seguem os mesmos,de guincho,de ambulância, as mesmas manutenções na rodovia, entre outros. " Os postos de atendimento ao usuário continuam lá a relação com a PRF, e os compromissos que nós temos continuam sendo os mesmos", completa.

Medeiros lembra que em duas oportunidades a empresa tentou a prorrogação do contrato de concessão, mas não teve sucesso. "Neste momento não há nenhuma negociação para prorrogação de contrato. Ele termina em março de 2026", garante.

O diretor falou sobre as 635 pessoas que trabalham hoje diretamente na empresa e que seguem motivadas e engajadas para o trabalho até o fim do contrato. "Temos o projeto Orgulho de ser Ecosul para motivá-los, que conta com uma série de ações de engajamento", destaca.

Como está próximo do final do contrato foi criada uma comissão formada por pessoas ligadas à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e colaboradores da empresa, que se reúnem regularmente para tratar do encerramento da concessão. "Tem uma série de coisas que já estão sendo passadas como, por exemplo, a transição operacional dos ativos. Alguns recursos da concessão, são transferidos para o governo federal para que ele possa assumir a rodovia. Se ocorrer uma nova concessão a Ecovias Sul passará para a nova empresa para que no primeiro minuto do dia 4 de março a empresa assuma ou o governo possa ter a guarda de tudo isto", observa.

Toda a implementação do plano de desmobilização está sob responsabilidade da comissão, assim como os procedimentos para encerramento do contrato. A empresa informa que tem mais de nove mil placas espalhadas pelos trechos sob concessão das BRs 392 e 116. "Todas são cadastradas e homologadas e são repassadas na transição", completa.

Ao final do contrato poderá haver algo para ser acertado. "O reajuste da tarifa, por exemplo, que este ano está atrasado e se não for efetivado, ficará para uma apuração no final. As três pontes que estão sendo reconstruídas e uma eventual multa, que não dê tempo de pagar, poderá ficar nos haveres e deveres", exemplifica.

Ele falou sobre o que é realizado no último ano de contrato, mostrou que a empresa também auxiliou na retirada de moradores da colônia Z3, em Pelotas, nas enchentes e destacou as obras nas três pontes na BR 116, que apesar da condição estrutural impecável apresentavam risco de perda em função do arroio que passa embaixo. Foi aprovado no final do ano passado o início das obras no valor de pouco mais de R$ 40 milhões, não impactando no valor do pedágio "Tudo é para que possamos lá em março entregar da melhor forma possível", afirmou.

Medeiros esclareceu que o anúncio do governo federal para a concessão de 15 novos lotes de rodovia nada tem a ver com o Polo Rodoviário de Pelotas. "O governo está chamando de Rota da Integração do Sul, que são 634 quilômetros de rodovias, com o contrato a ser assinado provavelmente no segundo semestre do ano que vem. Essa rodovia impacta diretamente as pessoas que moram na nossa região porque a 116 essa ali é um trecho entre Camaquã, onde está o fim da nossa concessão a Guaíba", esclarece.

O contrato com a Ecovias são cinco praças de pedágio em aproximadamente 457 quilômetros. "Neste momento não há previsão que o contrato do Polo Rodoviário de Pelotas siga ou que uma nova empresa assuma. Para que isto ocorra é necessário que o governo federal publique edital, ocorra todo o processo de leilão, com audiências públicas, avaliação, e aprovação do Tribunal de Contas. Pela nossa experiência isto levaria de dois a três anos ", observa.

Se isto não ocorrer, a rodovia retorna ao governo federal. "É necessário que se apresse para que a região não fique sem o serviço que se acostumou como guincho e ambulância", relata. Medeiros apresentou os números dos 27 anos que a empresa é responsável pelo Polo Rodoviário de Pelotas. Neste período foram mais de 44 mil atendimentos médicos realizados, quase 360 mil atendimentos mecânicos, entre outras ações realizadas. "Mais de 3, 3 milhões foram atendidas nos postos de atendimento ao usuário. Na engenharia foram investidos mais de R$ 80 milhões em sinalização e em dispositivos de proteção, mais de um milhão de toneladas em asfalto, concreto e trouxemos para região tecnologias como o asfalto morno", enumera. Medeiros não descartou a empresa participar da nova concessão. "Dependendo do modelo de contrato, vamos estudar", disse.

Mais de R$ 12 milhões arrecadados pela empresa durante os 27 anos de contrato foram investidos em projetos sociais."" O programa de concessão no país se comprovou como eficiente e eficaz de manter a estrutura rodoviária no Brasil. Para nós o importante é ter continuidade no processo que, caso contrário, irá impactar na região", opina.

Além dos empregos que deixam de ser gerados, ele apresentou a estimativa de imposto que os municípios deixam de receber. Há casos em que o valor pago pela empresa representa mais de 50% do valor arrecadado pelo município, que pode usar onde achar necessário. "Além disso, deixa de funcionar o guincho e ambulância na rodovia. Das 14 cidades que englobamos só Pelotas, Rio Grande tem ambulância do Samu. Nós temos por contrato 30 minutos para chegar em local de acidente. É necessário a continuidade da concessão", finalizou.