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Contrato de concessão do Cais Mauá deve ser assinado entre governo do Estado e consórcio em março de 2026

Data representa mais de dois anos após leilão, cujos prazos ficaram suspensos após enchentes de 2024

Cais Mauá
Cais Mauá Foto : Camila Cunha / CP Memória

Deverá ocorrer em março de 2026, sem data precisa definida, a assinatura do contrato de concessão do governo do Estado com o Consórcio Pulsa RS, para a revitalização do Cais Mauá, um dos símbolos de Porto Alegre, e localizado no Centro Histórico. A data representa mais de dois anos após o leilão da proposta na B3, em São Paulo, que ocorreu em fevereiro de 2024.

De acordo com a Secretaria Estadual da Reconstrução Gaúcha, que absorveu a antiga pasta de Parcerias e Concessões, não há mais detalhes a respeito do processo, que está, por ora, suspenso em razão da calamidade pública causada pelas enchentes de 2024. O contrato de concessão tem prazo de 30 anos e o valor dos investimentos, em princípio, não muda, sendo estimados em R$ 353,3 milhões.

Assim, também não está definido se o muro da Mauá continua de pé ou sofrerá modificações a partir da assinatura. A estrutura de concreto, com três metros de altura e 2,6 quilômetros de extensão, deve também sair, mas antes, o edital, que não sofreu mudanças desde então, prevê que outra proteção seja construída. Com ela pronta, haverá a avaliação por órgãos competentes.

Caso esta análise confirme que o muro antigo poderá sair, ele será retirado, ainda conforme a pasta da Reconstrução. O muro em si foi erguido na década de 1970, como parte do sistema e proteção contra enchentes, e há controvérsias sobre se foi capaz de conter a água da inundação de maio de 2024, cuja altura se provou histórica. Técnicos holandeses que estiveram em Porto Alegre logo após as enchentes avaliaram a construção de um sistema unindo barreiras móveis e sacos de areia, que também não avançou oficialmente.

O cais em si tem três quilômetros, entre a Usina do Gasômetro e a Estação Rodoviária de Porto Alegre, sendo palco de eventos bem-sucedidos, a exemplo do South Summit Brasil, que está novamente confirmado para 2026 no local. A geração de empregos projetada com a concessão é de 45 mil empregos diretos e cinco mil indiretos, ambos durante a fase de obras, além de quatro mil permanentes na área do cais após a revitalização.

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