Estiagem preocupa moradores de Faxinal do Soturno

Estiagem preocupa moradores de Faxinal do Soturno

Prefeitura tem recebido pedidos de água potável para o consumo das famílias

Renato Oliveira

Sem previsão de volumes consideráveis de chuva para os próximos dias, a preocupação com a seca aumenta

Em Faxinal do Soturno, no Centro do Estado, além dos prejuízos causados pela Covid-19, aumenta a preocupação das famílias do interior em virtude da estiagem. Além das perdas nas lavouras, moradores estão tendo dificuldades com a falta de água potável. A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos tem entrega de água como demanda extraordinária às atividades da pasta. Com o prolongamento da estiagem, novos pedidos do recurso para o consumo das famílias, assim como água para os bebedouros de animais, chegam à prefeitura. Sem previsão de volumes consideráveis de chuva para os próximos dias, a preocupação com a seca aumenta.

Segundo o secretário Clóvis Benetti, 40 propriedades estão sendo abastecidas pela secretaria. “Uma caçamba faz de quatro a cinco viagens por dia para o interior, levando cerca de seis mil litros de água em cada carga”, destaca. O veículo foi equipado com tanques, bombonas e mangueiras, para abastecer os bebedouros e encher as caixas de água das propriedades. No início dos atendimentos, a secretaria chegou a enviar uma caminhonete e um caminhão, além da caçamba, para atender aos pedidos decorrentes da estiagem. Os Bombeiros Voluntários também ajudaram.

Segundo Benetti, além da entrega de água, a Secretaria de Obras e a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente trabalha de forma contínua na abertura de bebedouros para animais, microaçudes e vertentes. “É uma forma de buscar novas fontes de água nas propriedades”, destaca.

Recentemente foi realizada a entrega de quatro mil litros de água na propriedade do agricultor Vanderlei de Gregori, no Sítio dos Mellos. A quantia abasteceu o único bebedouro dos três bovinos que ainda restam no rebanho do produtor. Segundo ele, metade dos animais foi vendida em razão da escassez de recursos, uma vez que a estiagem também afeta a produção da pastagem. “Uma seca longa assim eu nunca vi”, afirma.

Na propriedade da aposentada Clementina Vidal Zenero, também em Sítio dos Mellos, falta água potável. De acordo com ela, a fonte que abastece a família está secando e não tem capacidade para atender a demanda de água necessária para as atividades essenciais da casa. Junto com o marido, ela planta para a subsistência e, pela primeira vez desde o início da estiagem, precisou de água da prefeitura.


publicidade

publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895