O potencial econômico do o bioma Pampa a partir do turismo, da agricultura e da pecuária sustentável foi o tema do último painel do 13º Fórum Internacional do Meio Ambiente (FIMA). O encontro realizado em Porto Alegre neste ano trouxe como principal discussão a preservação do ecossistema, um dos mais ameaçados com a devastação ambiental na América do Sul, e cuja maior parte contempla áreas do território do Rio Grande do Sul.
Participaram a procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado (MPRS), Ana Maria Moreira Marchesan; o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Renato Fernandes; a produtora rural e empresária Gabriela Hermann Potter e a representante do Comitê Gestor do Geoparque de Caçapava do Sul, Patricia de Freitas Ferreira. A mediação foi da diretora da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) e assessora do Comitesinos, Magali Schmitt.
A diversidade de atividades como a enocultura, a produção de gado de corte, a soja e a olivicultura é considerada importante para o desenvolvimento turístico da região, além da geração de empregos. O ponto de debate, no entanto está na sustentabilidade, em nome da preservação das espécies nativas do Pampa e também das cultivadas com objetivo econômico.
“Buscamos a preservação e conhecer melhor as espécies do bioma. A produção precisa ser equilibrada para que não ofereça ameaças à preservação do território”, destacou Gabriela, que também é engenheira agrônoma e mestre em ciência e tecnologia de alimentos.
Na sequência, o comitê gestor do Gestor do Geoparque de Caçapava do Sul apresentou ações realizadas para a preservação ambiental. Já Fernandes tratou do futuro da olivicultura, que tem expressivo e crescente mercado no Brasil.
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A apresentação da procuradora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Caoma), Ana Maria Moreira Marchesan. A especialista apresentou o Pampa como patrimônio cultural, formas de preservação e o papel da sociedade no combate à destruição deste ecossistema.
“Há toda uma dimensão cultural associada a esse território (Pampa). Além disso, esse bioma tem outra peculiaridade, é trinacional, se espraia pela Argentina e pelo Uruguai, e isso também é muito interessante, porque do ponto de vista cultural, não existem essas fronteiras políticas, é tudo uma coisa só”, destacou a coordenadora do Caoma.
O presidente da ARI, José Nunes, em nome da organização do encontro, reforçou a importância da temática para a América Latina. “É estratégico para a sobrevivência e resiliência econômica, política e cultural do Mercosul”, acrescentou. o dirigente.