Cidades

Fundação Banco do Brasil investiu R$ 46 milhões em ações estruturantes e projetos de reconstrução no RS

Iniciativas incluem enfrentamento à crise, ações emergenciais e projetos de longo prazo para fortalecer as comunidades pós-enchente

As enchentes afetaram diretamente a capacidade de trabalho de cooperativas de reciclagem
As enchentes afetaram diretamente a capacidade de trabalho de cooperativas de reciclagem Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

Um ano depois da maior tragédia climática no RS, as comunidades gaúchas seguem se reconstruindo, muitas delas protagonizadas e fortalecidas com o apoio da Fundação Banco do Brasil. Desde os primeiros momentos após as enchentes até agora, a Fundação BB mobilizou aproximadamente R$ 46 milhões em iniciativas de enfrentamento à crise.

O investimento, que incluiu ações humanitárias emergenciais, como a distribuição de alimentos e água potável, também leva em consideração projetos de longo prazo que estão reconstruindo estruturas, gerando renda e devolvendo dignidade a milhares de pessoas.

"Mais do que reerguer galpões ou repor equipamentos, nosso compromisso foi com a reconstrução de vidas. Acreditamos na força das redes locais, do cooperativismo e da solidariedade como caminho para a retomada da dignidade e do trabalho", afirma o presidente da Fundação BB, Kleytton Morais.

Por meio do Programa Ajuda Humanitária foram destinados R$ 16 milhões para a aquisição de alimentos, materiais de higiene e água, beneficiando 148,7 mil pessoas. Já os projetos estruturantes, que receberam quase R$ 30 milhões em investimentos sociais, ajudaram a recuperar a capacidade produtiva de empreendimentos comunitários.

Outras frentes de atuação incluíram a implantação de sete cozinhas solidárias em Porto Alegre e Canoas, a promoção de circuitos agroecológicos envolvendo 245 famílias e o apoio à comunicação popular, essencial no combate à desinformação em momentos de crise. Ao todo, as ações da Fundação BB alcançaram cerca de 50% da população em situação de vulnerabilidade em 111 municípios gaúchos. "Seguimos ao lado de quem resiste e reconstrói. Os desafios ainda são grandes, mas acreditamos na potência dos territórios e de quem vive neles. Onde há solidariedade e união, há futuro", finaliza Kleytton Morais.

De acordo com o coordenador do Centro de Solidariedade, Ajuda Mútua e Meio Ambiente (Sama), Cristiano Benites Oliveira, as enchentes afetaram diretamente a capacidade de trabalho de associações e cooperativas de reciclagem popular. "Atualmente, 35 grupos de catadores estão recebendo assistência para a retomada de suas atividades. Esse apoio se materializa na disponibilização de equipamentos e maquinários que foram perdidos ou danificados pelas águas, bem como em pequenos reparos em suas infraestruturas de trabalho, permitindo que voltem a operar em condições mais seguras e eficientes".

Para Oliveira, o suporte a esses grupos de catadores não contribui apenas para a correta gestão de resíduos e sustentabilidade ambiental, mas também garante a dignidade e a subsistência de famílias que desempenham um papel fundamental na cadeia da reciclagem. "A colaboração entre diversas entidades e a resiliência dessas comunidades são pilares essenciais para a superação dos desafios e para a reconstrução do Rio Grande do Sul", observa.

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