O governador Eduardo Leite e o prefeito Sebastião Melo realizaram na manhã desta quarta-feira uma visita técnica in loco às principais obras de proteção contra cheias na Capital. A comitiva também foi composta por outras autoridades, como secretários e diretores de departamentos municipais. As obras envolvem recursos do Fundo da Reconstrução (Funrigs) e do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece).
Os chefes do Executivo municipal e estadual vistoriaram, primeiramente, a situação da comporta 14, entre a avenida Castelo Branco e Voluntários da Pátria, que já foi fechada com concreto armado. Do total, o projeto é de que oito comportas sejam fechadas, quatro revisadas e duas com novos portões. A obra recebeu R$ 12 milhões.
Ainda é necessário fechar a comporta 9. De acordo com o diretor-executivo do Dmae, Vicente Perrone, o trabalho está com a CEEE Equatorial para a retirada de um cabo de alta tensão. As comportas 11 e 12 também terão portões novos. "Isso já está sendo fabricado, a gente fez um aditivo no contrato da empresa que vai prestar esse serviço e, nos próximos meses, deve estar resolvido", afirma.
A comitiva também visitou parte da área que integra os pôlderes 7 e 8, localizados próximo ao Aeroporto Internacional Salgado Filho. Para área, o Estado e a Prefeitura buscam uma anaálise para um novo projeto no local, que poderá apresentar custos menores e execução mais rápida do que a prevista em projetos anteriores, minimizando a necessidade de reassentamento de famílias.
Por último, foi vistoriado o Dique do Sarandi, na zona Norte da Capital. A reconstrução do trecho 2 do dique, iniciada em junho, foi concluída. A obra compreende 300 metros de estrutura entre a Estação de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebap) 10 e o ponto de rompimento na enchente de 2024, com proteção de 5,8 metros em relação ao rio Gravataí.
Do dique, ainda resta ser reconstruído o trecho 3, que compreende mais dois quilômetros de trecho. De acordo com o diretor-geral do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), André Machado, as negociações para a retirada de centenas de famílias estão sendo feitas individualmente, com recursos dos programas Compra Assistida e Estadia Solidária e, conforme as famílias estão sendo remanejadas, as casas vão sendo demolidas. Mas ainda não há uma previsão para o início das obras.
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Leite e Melo também ouviram moradores da região sobre a suas situações de moradia. "Foram R$ 170 milhões de reais já disponibilizados pelo governo do Estado. A prefeitura está concluindo o processo licitatório, para modernização e ampliação da capacidade dessas casas de bombas. Então, tudo isso está em curso. A gente sabe muito bem que essas obras realmente mexem com a vida de comunidades que sempre foram mais fragilizadas", afirma Leite. "Essa foi talvez uma das agendas mais importantes deste início do ano. Porque a crise sempre é uma oportunidade de você fazer melhor e fazer diferente", completa Melo.