Há mais de 20 anos, cerca de 300 famílias de Gramado lutam pela casa própria. Elas foram sorteadas com uma moradia pelo programa Minha Casa Minha Vida, mas o Loteamento Carazal nunca ficou pronto. O presidente da Associação de Moradores Novo Loteamento Carazal e do Movimento Pró Gramado Habitação, Elias Vidal Sobrinho, conta que a área tem 12 mil metros quadrados, pavimentação, encanamento, rede elétrica, infraestrutura de esgoto, mas faltam as casas.
"Nem começaram a obra das casas. Chega a época de eleição, dizem que vai sair do papel, mas passa o período e nada é resolvido", lamentou. Segundo ele, enquanto o tempo passa, as famílias (entre contemplados e suplentes) seguem pagando aluguel. "Estávamos aprovados no banco, inclusive com a conta aberta. O que não andou foi a vontade de quem pode fazer algo", observou. Procurada, a prefeitura de Gramado disse que está trabalhando no projeto, porém sem prazo para execução.
"A administração municipal de Gramado, por meio da Procuradoria-Geral e da Secretaria de Planejamento, Urbanismo e Parcerias Estratégicas, está dando continuidade aos estudos técnicos voltados ao Loteamento Carazal", garantiu em nota. Ainda, segundo a prefeitura, a área, classificada pelo Plano Diretor como de interesse social, integra as ações do Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público.
Em 2024 foi concluído um relatório preliminar que atualizou o diagnóstico habitacional do município, reuniu experiências de outras cidades do Brasil e do exterior e sistematizou a legislação aplicável. "A partir dessas informações, a Prefeitura trabalha agora na elaboração da próxima etapa, que irá apontar a melhor estratégia para a ocupação do Carazal, garantindo infraestrutura adequada e a destinação de moradias populares", destacou em nota.
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