O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), César Aldrighi, e a direção da superintendência regional da autarquia no Rio Grande do Sul reuniram-se nesta quarta-feira com manifestantes do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que ocupam a sede do instituto em Porto Alegre desde segunda-feira. O grupo deverá permanecer no local até a próxima semana.
O encontro tratou da obtenção de terras para assentamento de famílias no estado. O dirigente relatou os esforços da autarquia a começar pela modalidade de compra e venda. De acordo com o Incra, a superintendência vem recebendo ofertas de áreas, que são avaliadas pelos técnicos para atestar a viabilidade de incorporação ao Programa Nacional da Reforma Agrária.
Três imóveis estão em fase avançada de negociação e dependem de disponibilidade orçamentária e da manutenção do interesse dos proprietários em vender. Segundo Aldrighi, pelo menos uma das propriedades deve ser empenhada para aquisição ainda em maio. “Temos R$ 21 milhões reservados para isso”, assegurou presidente.
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César Aldrighi retornará a Porto Alegre na quinta-feira da próxima semana para continuar as tratativas. Os manifestantes decidiram permanecer no prédio até o encontro, que deve ocorrer no dia 8 de maio. Ainda na terça-feira, o grupo participou de encontro com os representantes do Governo do Estado, Artur Lemos, secretário da Casa Civil, e Danielle Calazans, secretária de Planejamento, Governança e Gestão.
Na pauta, os manifestantes reivindicaram áreas para assentamento de famílias e agilidade no reassentamento de quem foi atingido pela enchente em 2024. Uma das áreas que o MST reivindica para alocar as famílias é uma às margens da BR 470, em Triunfo, com 1,7 mil hectares, que pertence ao Governo do Estado, de acordo com o movimento. O grupo também reivindica maior orçamento para a compra de terras para reforma agrária através do Incra.
O secretário estadual Adão Pretto Filho também participou do encontro do grupo com o Governo do Estado na terça-feira. Ainda conforme o MST, após a reunião, o secretário Artur Lemos se comprometeu em organizar uma força-tarefa para atender os pleitos do movimento. Segundo a Casa Civil do RS, “a reunião de alinhamento com o MST foi produtiva para afinar as demandas e dar encaminhamento de proposições”.