O Mercado Público, no Centro Histórico de Porto Alegre, recebeu um número considerável de consumidores na manhã desta Sexta-Feira da Paixão, em busca das compras de última hora de pescados e frutos do mar para o tradicional almoço da data. Nas bancas especializadas, quase não era possível acompanhar a demanda, que, por ser mais alta nesta época, faz com que os proprietários aumentem o número de funcionários temporários para dar conta do movimento.
“Mesmo com mais opções de compras nos últimos tempos, como feiras, atacados e supermercados, o que concorre conosco, a tradição de comprar peixes no Mercado Público permanece. Conversamos com as autoridades inclusive para o reforço na segurança, e a Guarda Municipal está presente para a segurança dos clientes”, afirmou o vice-presidente da Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc), Jefferson Sauer.
Conforme ele, a expectativa era de vendas “iguais ou um pouco maiores” do que o ano passado, embora os números ainda não estivessem consolidados. O vendedor Maurício Lemos, que desde criança, há mais de 30 anos, atua no ramo de pescados, disse que o Mercado de forma geral tem mais organização do que em outros anos, e que a banca em que atua precisou contratar três vezes mais pessoal para dar conta da demanda.
Fluxo na área dos pescados do Mercado Público na sexta-feira santa
“As pessoas vêm buscar mesmo os congelados, tanto pela qualidade, quanto pelo preço que oferecemos, apesar de eles estarem um pouco maiores do que o ano passado. Tivemos um susto no começo da semana pela falta de luz por algumas horas, no entanto, foi algo passageiro e que não chegou a nos prejudicar tanto, porque o acondicionamento dos peixes era adequado”, observou Lemos.
O casal Leonel Silveira e Luciana Quintana, ambos autônomos, são moradores de Canoas, na região metropolitana, e compraram peças de cação para o almoço. “Gostamos de manter esta tradição dos peixes, e aqui no Mercado Público viemos com frequência, porque têm itens bons e baratos. Aproveitamos também para abastecer o estoque de temperos”, comentou Silveira.