Cidades

Motoristas ignoram legislação e ultrapassam sinais vermelhos em Porto Alegre

Outro problema de trânsito registrado é a circulação de motociclistas em calçadas na Capital

Abaixo do viaduto José Eduardo Utzig, bairro São João, infração pode ser facilmente flagrada
Abaixo do viaduto José Eduardo Utzig, bairro São João, infração pode ser facilmente flagrada Foto : Maria Eduarda Fortes

Motoristas arriscam a vida em ruas de Porto Alegre, ultrapassando o semáforo vermelho em vias e ignorando completamente a sinalização. No viaduto José Eduardo Utzig, bairro São João, próximo às avenidas Dom Pedro II e Benjamin Constant, não é preciso aguardar muito para flagrar a irresponsabilidade. 

A situação é mais visível na saída da Benjamin em direção ao Centro Histórico, onde motoristas aceleram quando a sinaleira está na cor amarela, buscando se fazer valer da falta de fiscalização para seguir adiante. O avanço ao sinal vermelho é considerada infração gravíssima, punida com multa de R$ 293,47, mais sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), conforme o artigo 208 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

No entanto, ultrapassar o semáforo que requer a parada obrigatória é a sétima infração mais cometida em Porto Alegre, de acordo com a própria EPTC, com 7.484 ocorrências neste ano. Em 2022, foram 16.362 registros, também em sétimo lugar. Outra ocorrência que preocupa motoristas e pedestres e é frequentemente vista no trânsito de Porto Alegre é o avanço de motociclistas sobre as calçadas, prática que igualmente coloca em risco a circulação habitual das pessoas nestes locais, visto que elas estão transitando onde lhes é permitido.

O delegado sindical do Sindicato dos Motociclistas Profissionais do RS (Sindimoto-RS), Angel Rosseti, reconhece que o problema existe, mas se trata de uma conjuntura social. “Não temos muito como controlar esta situação, porém orientamos os profissionais a não fazerem isto. No Centro Histórico, por exemplo, a rua General Câmara é exclusiva para o estacionamento de motofretes. Mas o problema ocorre porque há falta de lugares para estacionar em outros locais”, observou ele.

Segundo ele, a categoria de forma geral “prefere correr o risco de levar multas do que perder a motocicleta”. “Existe também a pressa de irmos de um local para outro, e falta estrutura do poder público para lidar com isto, e as empresas precisam também ter menos ganância. Na parte dos motoboys, eles precisam trabalhar com a mente mais tranquila, não fazer nada com pressa”, observou o delegado do Sindimoto-RS.

Em nota, a EPTC disse que não tem relatos de infrações de trânsito recorrentes envolvendo motociclistas em calçadas ou avançando o sinal vermelho nas proximidades do viaduto José Eduardo Utzig. "Nossas equipes realizam fiscalização no local sistematicamente, entretanto, é sempre importante que o cidadão, no caso de flagrar algum tipo de irregularidade entre em contato com o canal oficial de atendimento ao cidadão via 118 ou 156 para registrar a ocorrência", informou a assessoria do órgão.