Cidades

MPRS pede explicações à Prefeitura de Porto Alegre sobre manutenção de tapumes no Viaduto Otávio Rocha

Segundo o Ministério Público, a não retirada dos tapumes causam riscos aos pedestres que circulam pelo local; obra foi entregue parcialmente em dezembro de 2025

Em função dos tapumes na obra do Viaduto Otávio Rocha, pedestres precisam caminhar pela pista da avenida Borges de Medeiros
Em função dos tapumes na obra do Viaduto Otávio Rocha, pedestres precisam caminhar pela pista da avenida Borges de Medeiros Foto : Pedro Piegas

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio da Promotoria de Justiça de Habitação e Defesa da Ordem Urbanística de Porto Alegre, requisitou que a Prefeitura da Capital apresente esclarecimentos sobre a permanência de tapumes na calçada da avenida Borges de Medeiros, no entorno do Viaduto Otávio Rocha, mesmo após a conclusão das obras no local.

A situação, de acordo com o MPRS, tem obrigado pedestres a circular pela pista de rolamento, expondo-se a risco desnecessário. Conforme a promotora de Justiça Martha Weiss Jung, embora a revitalização do trecho já esteja finalizada há aproximadamente um mês, a estrutura de isolamento segue instalada, expondo pedestres a riscos decorrentes da circulação junto ao tráfego veicular.

O MPRS concedeu prazo de 10 dias para que o Município responda aos questionamentos. Entre os pontos levantados, a promotora pediu que a Prefeitura informe quais providências concretas foram adotadas para garantir a segurança dos pedestres durante o período em que a calçada permanece bloqueada.

Também foi requisitado que o Executivo apresente eventuais estudos técnicos, como análises de risco, avaliações de engenharia de tráfego ou estudos de segurança viária, que justifiquem a manutenção dos tapumes após o término das obras. O MPRS quer saber se há previsão objetiva para a retirada ou redução das estruturas e para a restituição integral da calçada ao uso público.

No documento, a promotora Martha Weiss Jung também aponta possível falta de uniformidade na condução administrativa da obra, lembrando que outros trechos do viaduto já foram liberados à circulação após a conclusão dos trabalhos. “Enquanto isso, a calçada da avenida Borges de Medeiros segue interditada”, observou.

O MPRS solicitou, ainda, informações sobre medidas compensatórias ou temporárias adotadas pela Prefeitura de Porto Alegre para mitigar os riscos enquanto perdurar a interdição, principalmente as ações relacionadas à circulação segura de pedestres em área de tráfego intenso.

Em dezembro de 2025, o secretário municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi), André Flores, afirmou que o a obra seria entregue parcialmente até o final do ano, restando ainda trabalhos de ajustes a serem feitos ao longo deste mês. Procurada, a Prefeitura de Porto Alegre confirmou que recebeu o ofício do Ministério Público sobre possível risco à segurança de pedestres no entorno do Viaduto Otávio Rocha e responderá dentro do prazo legal de 10 dias.

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