Um mutirão de limpeza movimentou o Parque Mascarenhas de Moraes, no bairro Humaitá, em Porto Alegre, na manhã de sábado. A atividade foi organizada pelo Clube de Observação de Aves de Porto Alegre, em parceria com o Grupo Escoteiro José Plácido de Castro, o Lixo Zero POA e o Ser Ação. Antes do recolhimento de resíduos, os participantes fizeram uma atividade de observação de aves, com o objetivo de apresentar a biodiversidade do local e chamar a atenção para a importância da preservação ambiental.
Vice-presidente do Clube de Observação de Aves de Porto Alegre, Rafael Reinaldo Gracez Medel explicou que a ação era um projeto antigo da entidade. “É um parque muito importante para a observação de aves e a gente percebe, caminhando por ele, que está muito largado da perspectiva ambiental. A quantidade de lixo ao redor do banhado é enorme”, afirmou.
A iniciativa foi planejada como um projeto-piloto, com a intenção de ampliar o envolvimento da comunidade nas próximas edições. O clube já conversou com a prefeitura sobre a possibilidade de transformar a atividade em uma ação educativa, com participação de escolas do bairro. “A ideia não é terminar aqui, mas começar aqui”, destacou o vice-presidente.
A programação começou com uma caminhada de observação de aves, para aproximar os participantes da riqueza natural do parque. A entidade promove atividades mensais na Capital e em outras regiões do Estado, além de visitas a unidades de conservação para registrar espécies e contribuir com o conhecimento sobre a fauna local.
Associada do clube, Natália Cristina Strassburger, ressaltou que a área de banhado do parque favorece a nidificação e serve de espaço de descanso para aves migratórias. Segundo ela, o local ocupa a primeira posição em número de espécies registradas em Porto Alegre. Também está entre os cinco parques da cidade com maior número de listas de observação.
“É muito importante que seja preservado, que seja cuidado e que as pessoas tenham conhecimento da riqueza que tem aqui. Não são só as aves, mas também a vegetação, os anfíbios, os insetos e os mamíferos”, afirmou Natália.
Entre as espécies que podem ser vistas no parque estão diferentes tipos de garças, como a branca, a pequena e a azul. O local também recebe espécies sazonais, que atraem observadores em determinadas épocas do ano. Para Natália, apresentar essa diversidade é parte essencial da mobilização. “Essa sensibilização, por meio da observação, é justamente para as pessoas conhecerem o que existe aqui”, concluiu.
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