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No Dia do Advogado, OAB/RS comemora 15 mil inscritos na Cidade da Advocacia 2023

Painéis como o de hoje pela manhã, sobre o programa Família Acolhedora, são de "alta qualidade", ressalta presidente da entidade

Evento ocorre até este sábado, no Cais Embarcadero, no Centro Histórico
Evento ocorre até este sábado, no Cais Embarcadero, no Centro Histórico Foto : Maria Eduarda Fortes
Amanhã ocorre o último dia da Cidade da Advocacia 2023, maior evento do Direito no Rio Grande do Sul, e que, mesmo antes de seu término, já bateu todos os recordes de público, com cerca de 15 mil inscritos nesta segunda edição. Nesta sexta-feira, Dia do Advogado, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Sul (OAB/RS), entidade organizadora, Leonardo Lamachia, resumiu a ação como “impressionante”. “Superou todas as expectativas. É um evento que entra para a história, não só como o maior, mas pela qualidade do que foi produzido aqui nas discussões”, pontuou ele.
 
Ainda conforme Lamachia, no próximo ano, o desafio é alcançar 25 mil pessoas. “Vamos ter que ampliar os espaços, tanto no lounge, quanto no Multiverso, e eu brinquei que faríamos, neste ano, não uma ‘cidade’, mas uma metrópole. E ano que vem, teremos de fazer a megalópole”, afirmou o presidente da OAB/RS. Entre os painéis realizados na sexta-feira, um deles tratou dos resultados obtidos com o projeto Família Acolhedora, desenvolvido pela Prefeitura de Porto Alegre, por meio da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), com o Abrigo João Paulo II.
 
Iniciado em 2020, atualmente o programa contabiliza 32 crianças acolhidas desde março de 2020, quando a ação foi iniciada na prática. Atualmente, há 11 famílias vinculadas. “Consideramos ser este um número muito bom, comparado com vários outros municípios com os quais temos contato. Temos visto que a procura aumenta bastante quando há alguma ação que sensibiliza as pessoas”, avalia a coordenadora do Programa de Acolhimento Familiar da Capital, Suzana Morais Pelegrini, que foi a painelista deste evento. Segundo ela, a meta é alcançar 20 famílias.
 
O Família Acolhedora, conforme Suzana, seleciona e capacita famílias para abrigar temporariamente, no espaço de até 18 meses, crianças e adolescentes cujos direitos tenham sido violados. “O programa é uma modalidade de acolhimento, e o Família Acolhedora é o que mais se aproxima de um ambiente de família, enquanto a criança ou adolescente aguarda a definição jurídica de retorno à família de origem ou se será encaminhada para adoção”, explicou o presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB/RS, Carlos Kremer. 
 
Além de ambos, o painel contou com o depoimento de uma moradora de Porto Alegre, que acolhe uma menina de pouco mais de dois anos, por meio do programa. Neste sábado, a Cidade da Advocacia encerra com mais painéis e o destaque para a palestra da ginasta gaúcha Daiane dos Santos, campeã mundial de ginástica artística, a partir das 11h. O encontro terá mediação do presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do RS (CAARS), Pedro Zanette Alfonsin, e da vice-presidente da entidade, Paula Grill Silva Pereira.