A nova subestação móvel da CEEE Equatorial chega a Porto Alegre nesta manhã quarta-feira, reforçando a estrutura do sistema elétrico na área de concessão da companhia no Rio Grande do Sul. Com investimento superior a R$ 17 milhões, o equipamento - o terceiro desse tipo adquirido pela empresa – fortalece a capacidade de atendimento em situações emergenciais e na realização de melhorias programadas no sistema elétrico, contribuindo para a redução das interrupções no fornecimento de energia.
A unidade ficará alocada temporariamente na Subestação Porto Alegre 8, na zona Norte da Capital. A previsão é que entre em operação ainda no mês de maio, inicialmente assumindo as cargas da instalação. Com isso, será possível liberar equipamentos locais para melhorias no sistema existente, sem impacto no fornecimento de energia aos clientes — ou seja, sem a necessidade de desligamentos programados.
O diretor-presidente da CEEE Equatorial, Riberto José Barbanera, explica que esse tipo de investimento faz parte da estratégia da companhia para aprimorar o atendimento e garantir maior qualidade no fornecimento de energia. “Estamos avançando no nosso compromisso com a melhoria da qualidade do serviço para os gaúchos na nossa área de concessão. Com esse novo investimento, a nossa rede dá mais um passo rumo a uma estrutura mais resiliente, que reforça a estabilidade do fornecimento e permite acelerarmos a realização de obras e melhorias sem impactar a população”, ressaltou Riberto.
Tecnologia e estrutura do equipamento
O equipamento é montado sobre uma carreta do tipo semirreboque hidráulico, com sistema de nivelamento automático, o que permite seu transporte e instalação em diferentes tipos de terreno e cidades. A subestação possui potência de 30 MVA (megavolt-amperes), suficiente para atender a um município com cerca de 80 mil habitantes.
Para facilitar o entendimento, a subestação móvel recebe energia em alta tensão — nos níveis de 138 kV e 69 kV (quilovolts), — e a transforma para níveis menores, de 23 e 13,8 kV, que são os utilizados na rede de distribuição e chegam até os postes das cidades e abastece os clientes em geral. A estrutura é versátil e pode operar em diferentes combinações de ajustes, permitindo atender os diversos padrões da rede na área de concessão, além de ser supervisionada e telecomandada à distância pelo Centro de Operações Integrado da empresa.
Esses equipamentos são utilizados principalmente em manutenções programadas, emergências e grandes obras. Nesses cenários, garantem mais segurança operacional, além de flexibilidade e agilidade, permitindo a recomposição rápida do fornecimento e a realização de intervenções sem necessidade de interrupção de energia para a população.
O projeto, fabricação, comissionamento, transporte e testes seguem as especificações do Grupo Equatorial e normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), com acompanhamento técnico de especialistas da distribuidora. O transformador foi fabricado em Blumenau (SC) e a montagem ocorreu em Betim (MG), passando por cerca de dois meses de testes antes de chegar ao Rio Grande do Sul.