Uma ação do Hospital Moinhos de Vento realizada na manhã desta terça-feira na Estufa Agrícola do hospital proporcionou mais esperança a pais e mães de bebês internados na UTI Neonatal da unidade de saúde, em Porto Alegre. Foi a segunda edição do projeto Amor na Lata, no qual o grupo, acompanhado das equipes de assistência e gestão ambiental, plantou suculentas em latas de leite descartadas e recicladas no próprio Moinhos. A ação, que iniciou com um projeto-piloto no mês de setembro, deu certo desde então.
De lá para cá, estima-se que já foram confeccionadas em torno de 200 latas. Neste mês, o projeto é relacionado ao Novembro Roxo, mês de conscientização à prematuridade. “Este é um trabalho artesanal e de todo o reaproveitamento. Convidamos os pais e mães para que confeccionem um vaso com todos estes insumos. E o nome é Amor na Lata porque estamos trazendo o amor para dentro deste conceito, fazendo com que elas saiam deste clima de compressão e venham descomprimir aqui”, afirma o coordenador de Meio Ambiente e Serviços do hospital, Rogerio Almeida.
O processo foi feito em etapas. Primeiro, as famílias colaram adesivos na lata com a frase “O amor é a força mais sutil do mundo”, de Mahatma Gandhi. Depois, plantaram nelas algumas unidades de suculentas previamente cultivadas na horta. Por último, retiraram uma pétala delas e plantaram em outro espaço, para o nascimento de mais plantas, e assim, seguir com o ciclo. “Escolhemos este projeto para ser, neste mês, apenas uma dentro de várias ações que estamos fazendo aqui. É um trabalho muito singelo, mas que representa bastante para estes familiares”, diz a chefe do Serviço de Neonatologia do Moinhos de Vento, Desiree Volkmer.
A contadora Denise Krames e o técnico de obras Leomar Rodrigo Fagundes são pais de Joaquim, internado no hospital. O menino tem um 1 mês de vida e nasceu prematuramente com 38 semanas. Eles são moradores do município de Ibirubá, na região Norte do RS, e ambos participaram do plantio e colheita das suculentas. “Essa ação é muito bacana, pois ressalta a responsabilidade social que o hospital tem, não apenas pela parte técnica, mas também a questão humana. É bom sairmos um pouco da rotina às vezes maçante da UTI e vir para cá”, comentou Denise.
“Plantamos aqui e depois outros pais também vão poder aproveitar. Isso é muito importante. Também é um aprendizado para a gente. Quando o Joaquim for mais velho, teremos fotos disto, mas também vamos ensinar a ele sobre a importância do respeito ao meio ambiente e as pessoas”, disse Leomar. A outra participante no primeiro grupo desta terça pela manhã foi a autônoma Bruna Dias Machado, mãe de Sofia, nascida com 34 semanas e que está há 14 dias na UTI. A intenção do hospital é realizar o projeto em vários horários semanalmente. Cada família pôde levar a muda que plantou aos quartos das crianças, e poderá ficar com ela assim que o paciente receber alta.