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Porto Alegre: Cais Mauá segue sem assinatura do contrato de concessão no horizonte

Processo que validou vitória no certame pelo Consórcio Pulsa RS parou durante as enchentes de 2024

Cais Mauá
Cais Mauá Foto : Camila Cunha

Continua a indefinição e sem respostas a assinatura do projeto de concessão do Cais Mauá, em Porto Alegre, de acordo com a Secretaria Estadual da Reconstrução Gaúcha, imperando, portanto, o silêncio sobre o assunto. O leilão da área ocorreu em fevereiro de 2024, na sede da B3, em São Paulo, e vencido pelo Consórcio Pulsa RS. Ele deverá investir cerca de R$ 353,3 milhões em obras de modernização, administrando o local pelo período de 30 anos. O Cais, um dos símbolos da Capital, foi duramente afetado pelas enchentes do ano passado.

Com efeito, a tormenta climática provocou o travamento da assinatura do contrato até agora, devido ao estado de calamidade pública decretado no Rio Grande do Sul. De lá para cá, passado o período crítico das inundações, a antiga pasta das Parcerias e Concessões, que conduzia o processo, se transformou na Secretaria da Reconstrução, e a pausa na concessão continua sendo um elo ativo com a tragédia.

No entanto, na esteira do impasse, o Cais Mauá, com três quilômetros de extensão entre a Usina do Gasômetro e a Estação Rodoviária de Porto Alegre, continua recebendo eventos bem-sucedidos, como a edição mais recente do South Summit Brasil, que ocorreu em abril deste ano e já está com nova edição confirmada para 2026 para o mesmo local.

A geração de empregos projetada com a concessão é de 45 mil empregos diretos, 5 mil indiretos durante a fase de obras e 4 mil permanentes na área do cais após a sua revitalização, diz o governo do Estado. Assim como a transformação do cais em si, está em dúvida a remoção do muro da avenida Mauá.

Inicialmente, como parte da modernização do sistema de contenção de cheias, ele poderia ser parcialmente retirado, e substituído por barreiras fixas e removíveis, mas isto precisa ser previamente aprovado por órgãos competentes, antes de ser posto em prática. Da mesma forma, as novas estruturas devem também ser instaladas antes da retirada das antigas. Mas sem uma data prevista de assinatura do contrato, este projeto também não está no horizonte.

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