No encerramento do primeiro dia do Summit in Climate Change, o Pró-reitor de Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Flavio Pereira Kapczinski, defendeu a necessidade de um debate dinâmico e de diálogo mais rápido, envolvendo as questões referentes ao clima. Realizado exatamente um ano após as enchentes que devastaram Porto Alegre e o Estado em 2024, o evento ocorre no Salão de Atos da Universidade e reúne autoridades nacionais e internacionais, especialistas, lideranças comunitárias e representantes do Sul Global para debater soluções integradas às mudanças climáticas. O encerramento está previsto para este sábado, 3.
“A Ufrgs sempre primou pela excelência, entretanto, a ideia é colaborar para fazer esse diálogo mais rápido e transformar a excelência acadêmica em algo que possa ser devolvido à sociedade, a criação de um debate dinâmico, como a gente viu ao dia de hoje e certamente veremos amanhã”, afirmou Kapczinski em sua fala.
Com nove palestras principais e nove painéis temáticos, o encontro propõe um diálogo, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. As discussões abrangem desde infraestrutura, meteorologia e rios até saúde, saúde mental e justiça social, tendo como base a ciência e a experiência direta da população atingida.
Com 1,2 mil inscritos, o Summit in Climate Change teve grande público ao longo deste primeiro dia.
A especialista em riscos climáticos e planejamento de resiliência Caarem Studzinski será uma das palestrantes deste sábado. Ela comandará o painel “Mudanças Climáticas, Transição Energética Justa”, a partir das 17h.
Caarem é autora de pesquisa que aponta a região oceânica do Rio Grande do Sul como o lugar com o maior número de tempestades extremas do mundo.
Carta de Porto Alegre
Ao fim do evento, no sábado, será elaborada a Carta de Porto Alegre, um documento com recomendações baseadas em ciência de ponta sobre mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com foco no contexto do Sul Global. A carta será enviada a órgãos como o governo do Estado, a Prefeitura de Porto Alegre, ministérios, além da Casa Civil.
Como desdobramento, a Ufrgs propôs a criação de uma Secretaria Especial de Emergência Climática e Ambiental, que será responsável por implementar as recomendações da carta dentro da universidade.