Depois de mais uma ocorrência de chuva intensa e ventania que causou danos a cerca de 300 residências na última segunda-feira, o prefeito de Canoas Airton Souza assinou o decreto que declara situação de emergência nas áreas afetadas pelo evento climático. Foi registrado um acumulado de chuva superior a 78 mm em curto período de tempo e rajadas de ventos que chegaram a 100 Km/h.
O Decreto Nº89 levou em consideração danos como queda de árvores e de postes, além de prejuízos generalizados na rede elétrica, prédios públicos e privados. “É uma ação importante para que a cidade consiga recursos que ajudarão centenas de famílias afetadas pelo temporal”, explica o prefeito Airton Souza. Em consequência do temporal, os efeitos ambientais, materiais, sociais e econômicos serão relatados no Formulário de Informações do Desastre (FIDE), quando forem apurados todos os danos.
A sugestão para o decreto de emergência partiu do secretário municipal de Defesa Civil e Resiliência Climática, Vanderlei Marcos. “Basta circular pela cidade para verificarmos os danos no município, nas escolas, postos de saúde e residências das pessoas. Muitos que sofreram agora estavam reconstruindo suas casas devido às enchentes do ano passado”, comentou.
O governo municipal buscará, a partir da publicação do decreto o reconhecimento por parte das administrações estadual e federal. “Nossa cidade ainda está se recuperando da tragédia de maio passado e este temporal causou novos custos. Vamos buscar recursos para reestabelecimento e para que a população de Canoas tenha acesso a programas estaduais e nacionais destinados aos afetados do temporal”, reitera o secretário, que começa a trabalhar nesta sexta-feira em reuniões em busca do reconhecimento da situação de emergência.
Cerca de 120 mil pessoas foram afetadas por falta de energia elétrica ou abastecimento de água em Canoas e cerca de 1.200 pessoas que tiveram suas casas danificadas. Após a publicação do decreto, o documento terá validade de até 180 dias.
Força-tarefa em escolas municipais
Equipes atuam para retomar as aulas nas EMEIs Carrossel e Vó Picucha, e na EMEF Max Oderich que devido à gravidade dos estragos segue sem receber alunos. Das 35 escolas da rede municipal de ensino que sofreram danos com a ventania e chuvas fortes, 13 delas não estavam aptas para receber alunos na terça-feira por conta de destelhamentos, danos estruturais e até mesmo falta de energia elétrica.
“Nossa equipe está indo de escola a escola acompanhando todo o passo a passo das obras de reparos. Não estamos medindo esforços para que os nossos alunos possam voltar as essas escolas em segurança”, afirma o diretor de infraestrutura da Secretaria Municipal da Educação de Canoas, Fernando Gluszczak.
“Aqui na EMEI Carrossel, a queda de uma árvore de grande porte na lateral da escola atingiu uma parte do telhado e afetou a nossa rede elétrica. Houve o corte e a remoção da árvore e as equipes estão fazendo a instalação de um novo poste de energia para posterior ligação por parte da companhia de energia”, disse a diretora Graziela Machado. A EMEI Carrossel fica no bairro Igara e atende 94 crianças na educação infantil.
No bairro Harmonia, a EMEI Vó Picucha foi afetada por eventos climáticos extremos (dois temporais e uma enchente) pela terceira vez em questão de dois anos. Na segunda-feira, as telhas da área coberta da brinquedoteca foram arrancadas pela força dos ventos. A intensidade das rajadas também resultou em danos significados na EMEF Max Oderich, que fica no mesmo bairro, e que teve o telhado e a parte de uma parede comprometidos.
As escolas devem voltar a receber os estudantes a partir de segunda-feira.