Profissionais da saúde reivindicam testagens e mais equipamentos de proteção em Esteio

Profissionais da saúde reivindicam testagens e mais equipamentos de proteção em Esteio

Mobilização ocorre mediante risco de contaminação para pessoas que não apresentam sintomas, como pacientes e familiares

Fernanda Bassôa

Um grupo de profissionais da saúde do Hospital São Camilo protestaram nesta segunda-feira

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Um grupo de profissionais da saúde que atua dentro do Hospital São Camilo, em Esteio, protestou no início da tarde desta segunda-feira em frente à casa de saúde pela testagem da Covid-19 de todos os profissionais.  Além disso, médicos, enfermeiros e técnicos informaram que não há equipamentos de proteção suficientes para tratar com segurança os pacientes internados com o novo coronavírus. 

A mobilização acontece mediante o risco de contaminar pacientes que não apresentem sintomas, bem como carregar a doença para dentro de casa, infectando familiares e entes próximos.  Os profissionais contaram com representação do SindiSaúde do vale dos Sinos, Sindicato dos Municipários de Esteio (Sisme) e da Central única dos Trabalhadores (Cut).

Foto: Fernanda Bassôa / Especial / CP

“Contamos com 69 colegas positivados para a Covid-19 e outros 20 que aguardam resultado. Essas pessoas moram em cidades vizinhas e por isso os números apresentados pelo Município não são reais. Temos colegas que voltam ao trabalho com sintomas gripais, cansaço. É uma falta de respeito e muito descaso com nós profissionais, linha de frente do enfrentamento da doença”, disse a enfermeira Marlei Policena, que trabalha há 19 anos no São Camilo. 

Movimento 

O presidente do SindiSaúde Vale do Sinos, Andrei Rex, diz que o movimento é para garantir que mais nenhum profissional da saúde venha morrer, vítima da doença. “Queremos a testagem de todos e Equipamento de Proteção Individual (EPI´s) suficientes. Precisamos garantir que profissionais não contaminem pacientes. Ou pior, que contaminem suas famílias. O paciente da Covid tem uma internação prolongada. É preciso estarmos atentos à isso. Vai chegar um ponto que não haverá mais profissionais para atender tantas pessoas infectadas.” 

A presidente do Sisme, Graziela Oliveira Neto da Rosa, disse que Esteio passa por grave situação, igualmente as cidades da região metropolitana. “A saúde pede socorro, sim. Nosso movimento é no sentido de reverter esta situação.”

Hospital diz que segue protocolos da OMS 

De acordo com o diretor-geral do Hospital São Camilo, Adriano Coutinho, são fornecidos todos os EPIs previstos nos protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS), para todos os servidores a instituição.  “Quanto a testagem, é realizada em todos os funcionários que apresentam sintomas para a Covid-19, conforme orientações vigentes. Diariamente as chefias avaliam as condições de saúde dos trabalhadores e encaminham para avaliação médica quando necessário. O hospital conta com Serviço de Engenharia e Medicina do Trabalho que orienta quanto aos protocolos de segurança e acolhe todos os trabalhadores quanto às doenças ocupacionais. Desde o início da pandemia a instituição formou um Comitê de Enfrentamento da Covid-19, para tratar de ações referentes a doença.”


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