Municípios do norte gaúcho reduziram nesta segunda-feira o nível de atenção após a estabilização dos rios locais, especialmente o Uruguai, que divide o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Conforme os dados da plataforma SACE, do Serviço Geológico do Brasil (SGB), o nível das águas no monitoramento no município de Iraí havia apresentado queda para 7,46 metros, ainda em cota de alerta. A cota de inundação no local é de seis metros.
A redução no local tem sido, na média, de 18 centímetros por hora. No município de Pinheirinho do Vale, a travessia de balsa segue interrompida no distrito de Basílio da Gama, além de Linha Bonita e Linha Barroso. A passagem também está bloqueada na comunidade de Ipuaçu, em Caiçara. Em Nonoai, um galpão foi destruído na comunidade de Tope da Serra, e houve estragos registrados também nas comunidades de Chalana e Faxinal dos Lopes.
Em Marcelino Ramos, a enxurrada afetou barrancos da rua Erechim, um dos principais acessos ao município. A via foi temporariamente interrompida, e diversas máquinas estiveram no local. Segundo o coordenador regional da coordenadoria de Frederico Westphalen, tenente-coronel Alexandre Moreira Pereira, a situação mais grave é a do município de Iraí.
“Estamos monitorando a situação das hidrelétricas, principalmente próximas à foz do rio Chapecó. Há vários fatores também que envolvem a elevação dos rios. Além de Iraí, há mais municípios avaliando decretar situação de emergência, a exemplo de Barra do Guarita e Seberi. Outras cidades relataram danos, no entanto são suportáveis”, afirmou ele. Já o prefeito de Iraí, Antonio Vilson Bernardi, afirmou que o nível do rio já havia baixado consideravelmente desde o final de semana, e ainda havia em torno de 30 famílias fora de suas casas.
“Já houve cheias maiores, porém esta foi bem grande. Agora a água está mais baixa, e as famílias podem começar a limpar suas residências”, salientou ele. A Secretaria Municipal de Assistência Social de Iraí segue recebendo doações de materiais de higiene e limpeza, roupas, alimentos não perecíveis, móveis e utensílios. O número de famílias ainda desabrigadas é menor do que as cem que haviam sido deslocadas para outros locais após as mais recentes chuvas. Um delas foi para um local público e as demais para casas de parentes, vizinhos ou amigos.