Os trabalhos de reconstrução do Dique do Sarandi, na zona Norte de Porto Alegre, estão concentrados nas etapas finais da retirada de materiais, com o objetivo de ter apenas argila para o processo de compactação e alteamento da estrutura. Na rua Aderbal da Rocha Fraga, havia uma máquina retroescavadeira trabalhando na manhã desta segunda-feira, dia 18.
Ao mesmo tempo, já começaram os trabalhos da compactação de argila em camadas com material de reforço. Será feita a construção de um talude, que deverá aumentar a área de proteção contra cheias em até 5,8 metros, acima da cota de inundação. Depois, junto ao terreno maciço, o projeto prevê a colocação de reforço de pedra com argila nas laterais para as direções por onde correm as águas de uma corrente fluvial – ou seja, jusante, em direção à foz, e montante, em direção à nascente. A função é de garantir a capacidade de suporte do solo geologicamente frágil, afirma o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae).
O prazo de conclusão da reconstrução da área é de três meses, dependendo das condições climáticas, estima a autarquia. A ação está sendo executada pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi), com intervenção liderada pelo Departamento. As atividades, concentradas na segunda etapa do Dique, estão sendo executadas no trecho de 300 metros entre a Estação de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebap) 10 e o ponto onde houve rompimento na enchente de maio de 2024. A primeira etapa, de 1,1 quilômetro entre as casas de bombas 9 e 10, foi concluída em janeiro deste ano.
A terceira fase do dique, que compreende mais dois quilômetros de trecho da rampa até a Assis Brasil, ainda está sem previsão de início. Isso porque, para a execução da obra, é necessário o acolhimento de cerca de 500 famílias, afirmou o diretor-executivo do Dmae, Vicente Perrone, em julho.
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“Algumas já saíram, as que estão principalmente na área molhada, onde já houve a retirada da residência. Tem um longo trabalho pela frente para o acolhimento dessas 500 famílias e da retirada das suas casas. Isso não deve demorar pouco tempo. Então, não está na nossa perspectiva ainda começar o alinhamento entre o rompimento até a Assis Brasil. A gente conversa bastante com o secretário de habitação do Demhab, André Machado, mas isso, com certeza absoluta, será um longo processo”, diz.