Cidades

São Leopoldo é contemplada com a construção de 26 casas sustentáveis para famílias afetadas pelas enchentes

O projeto busca colaborar com a recuperação da cidade e apoiar diretamente famílias que ainda enfrentam os impactos da tragédia climática de 2024

São Leopoldo foi um dos municípios gaúchos duramente afetado pelas cheias de 2024
São Leopoldo foi um dos municípios gaúchos duramente afetado pelas cheias de 2024 Foto : Luis Guilherme Zambrzycki / Divulgação/ CP

A cidade de São Leopoldo foi contemplada com um projeto socioambiental que prevê a construção de moradias sustentáveis para famílias que perderam suas casas nas enchentes de maio de 2024. A iniciativa, intitulada Eco Habitat, é desenvolvida pelo Observatório Social do Brasil - São Leopoldo, com apoio do Fundo Socioambiental Caixa e prevê a construção de 26 casas modulares sustentáveis, com cerca de 49 metros quadrados cada. O projeto busca colaborar com a recuperação da cidade e apoiar diretamente famílias que ainda enfrentam os impactos da tragédia.

As casas serão construídas com estrutura modular, tecnologia que permite montagem rápida, menor geração de resíduos e maior eficiência no uso de recursos. As residências serão projetadas para acomodar quatro pessoas, sendo dois quartos, um banheiro e um cômodo que integra sala e cozinha, destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade que foram diretamente impactadas pelos eventos climáticos. Cada unidade contará ainda com sistema de captação de água da chuva, contribuindo para o uso sustentável da água e para a redução de custos no dia a dia das famílias.

A execução do projeto teve início em janeiro deste ano e está prevista para ser concluída em dezembro de 2027. Atualmente, ele se encontra na primeira etapa, voltada à definição das áreas para construção das casas e à seleção das famílias beneficiadas. Para isso, o observatório está atuando em parceria com a Prefeitura de São Leopoldo, que deverá indicar as áreas para construção das moradias e disponibilizar o inventário de famílias desabrigadas pelas enchentes de 2024. Com base nesses dados, uma comissão, indicada pelo projeto, realizará a seleção das famílias, seguindo os critérios de vulnerabilidade social definidos na proposta. As etapas seguintes do projeto serão voltadas à produção e instalação das casas, bem como à realização de uma pesquisa diagnóstica junto às famílias beneficiadas.

A secretária de Desenvolvimento Social e primeira-dama, Simone Dutra, acompanha de perto o processo e considera o projeto um passo importante para a reconstrução da cidade. "É uma alegria poder fazer parte dessa iniciativa tão necessária. Cada casa que será construída representa mais do que um lar. É a oportunidade de recomeço para famílias que passaram por momentos tão difíceis com as enchentes. Estamos acompanhando as etapas com responsabilidade, para garantir que essas pessoas sejam acolhidas com dignidade e cuidado", declara.

Além da entrega das moradias, o projeto também prevê acompanhamento social das famílias beneficiadas, com visitas e diagnóstico das principais necessidades sociais. Segundo Márcia Bresolin, coordenadora executiva no Observatório Social do Brasil – São Leopoldo e coordenadora do projeto, a iniciativa representa mais do que a construção de casas, trata-se de um esforço coletivo para reconstruir vidas e fortalecer a resiliência da comunidade diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

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