O Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos (Sincodiv-RS) comemorou seus 28 anos de história em um evento para convidados na noite desta quinta-feira, 4, na sede da entidade, em Porto Alegre. Diante de empresários do setor, o presidente da entidade, Jefferson Furstenau, comemorou a recuperação do setor a partir de setembro e as conquistas que, segundo ele, podem impulsionar as vendas de automóveis.
“Foi publicado no Diário Oficial o Renave de Usados, que facilita muito as vendas inclusive no final de semana. O fim das vistorias de carro zero quilômetro, que ocorria aqui no estado do Rio Grande do Sul. Também tivemos o anúncio esse ano da redução para 12% do ICMS para automóveis, que é no País inteiro e aqui nós usávamos uma base reduzida”, lembrou o presidente.
Furstenau disse que atualmente o cenário é positivo para investimentos no setor automotivo do Estado, que se recuperou da enchente do ano passado ainda nos meses seguintes, quando passou a vender mais do que o mercado brasileiro. A recuperação foi até março, quando veio uma onda de maior lentidão. No entanto, conforme explica o presidente do Sincodiv, a prorrogação das dívidas do setor agropecuário, autorizada pelo Governo Federal, favoreceu também o setor de automóveis. “No mês de setembro e outubro nós voltamos a vender mais do que o Brasil e agora em novembro fechamos com uma queda um pouquinho maior do que a queda que ocorreu no Brasil”, disse.
Números apresentados pela entidade mostram que o Rio Grande do Sul está bem colocado nas vendas de veículos em geral. Na comercialização de automóveis, o Estado ocupa o quinto lugar. O que destoa é justamente a venda de motocicletas, em que o RS é o 17º colocado. Furstenau credita isso ao maior poder aquisitivo dos compradores gaúchos. Ele também elogia a faixa para motos, instalada na Avenida Assis Brasil, na Zona Norte da Capital.
Para o ano que vem, o objetivo é diminuir o mercado informal de venda de veículos usados. “Hoje, 80% do mercado de veículos usados é informal. Nós queremos trazer isso para dentro da formalidade, para que mais lojas transfiram os carros e tenha o maior número de emissão de notas fiscais, com um aumento de contribuição de ICMS. Para isso, a gente vai ter que trabalhar em algum momento com uma redução do ICMS para os veículos usados, para que tenha o maior número de veículos registrados”, explicou o presidente Furstenau.