Sulpetro afirma que manutenção de refinaria impacta no preço da gasolina

Sulpetro afirma que manutenção de refinaria impacta no preço da gasolina

Entidade afirma que a elevação dos combustíveis é um problema em todo país

Felipe Samuel

Entidade afirma que a elevação dos combustíveis é um problema em todo país

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O aumento do preço do litro da gasolina comum gera indignação entre os consumidores em Porto Alegre. Por conta da volta dos impostos sobre os combustíveis, o reajuste em vários postos ultrapassa R$ 0,60, bem acima do projetado pelo Ministério da Fazenda. De acordo com o governo federal, a reoneração de tributos federais deveria representar aumento de R$ 0,47 no litro da gasolina e de R$ 0,02 no etanol. O Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Estado do Rio Grande do Sul (Sulpetro) afirma que a elevação dos combustíveis é um problema em todo país.

No Estado, o presidente do Sulpetro, João Carlos Dal’Aqua, afirma que vários fatores impactam o cenário atual. Conforme Dal’Aqua, desde fevereiro, as distribuidoras já estavam repassando aumento de 27% do anidro aos postos. “No RS e no Brasil inteiro existe um problema muito sério, pois são dois meses de pouca importação de produto que ocorria normalmente por agentes privados. Com a sinalização do governo de  que vai mudar a paridade internacional, o pessoal não quer arriscar comprar com preço lá fora se aqui o preço pode ser mais barato. Existe um descompasso”, observa.

Além do fim da desoneração dos combustíveis, destaca outro agravante: a manutenção programada da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas. Por conta desse contexto, houve restrição de oferta pela refinaria, o que também acabou acarretando em aumento do frete. “Existem dois tipos de categorias de postos. Os que têm contrato com a distribuidora e postos com marcas próprias, independentes, com bandeira branca, que compram mercadoria à vista e não têm garantia de fornecimento”, alerta. De acordo com Dal’Aqua, proprietários enfrentam escassez de produtos na distribuidora.

“Muitas distribuidoras estavam represando os produtos no seu tanque esperando uma definição do governo sobre a questão dos impostos”, destaca. Segundo Dal’Aqua, muitos postos operam com margem reduzida de lucro, o que justificaria preços mais elevados. Ele ressalta que a margem de lucro, em geral, gira em torno de R$ 0,50 por litro, mas também depende da região. “A tributação de ICMS representa duas vezes isso”, alerta. “A gente já tinha alertado sobre as dificuldades de fornecimento por conta da falta de importação, além da manutenção da Refap”, completa.


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