A crise causada pelo conflito entre Estados Unidos / Israel e Irã ainda não é sentida pelos usuários do transporte coletivo em Pelotas, no Sul do Estado. O diretor- executivo do consórcio responsável pelo serviço Enoc Guimarães, informou que recebeu uma carga de diesel, o que garante que os ônibus circulem normalmente pelo menos até a próxima terça-feira.
Ele acredita que com as medidas anunciadas pelo governo federal, a situação tende a estabilizar. "Para mim vivemos uma grande especulação. Desde o início do conflito não deu tempo do país receber petróleo de fora e, mesmo assim, o diesel está mais de 30% mais caro", observa. Para Guimarães, o que ocorre é que distribuidores aproveitam a situação para aumentar o valor do produto.
"Com tudo isto estamos gastando de R$ 15 mil a R$ 20 mil a mais por dia em combustível. Conversamos com a prefeitura para que não seja necessário repassar ao usuário", relata. Ele confirma que o Consórcio do Transporte Coletivo está adquirindo o diesel e vivendo um dia após o outro. "Não sabemos ainda o que vai ocorrer após terça-feira", pondera.
No último dia 3, o valor da passagem ficou mais caro no município passando de R$ 6 para R$ 6,25. Em Pelotas, há 34 linhas principais, que contam com 40 mil passageiros pagantes e outros 25 mil isentos diariamente. "Vamos ver como ficará a média após o retorno das aulas na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) marcado para o próximo dia 24, mas se compararmos os números atuais perdemos 20% dos passageiros em relação a 2025", observa.