Vigias fazem protesto e impedem entrada de caminhões no Porto do Rio Grande

Vigias fazem protesto e impedem entrada de caminhões no Porto do Rio Grande

Categoria reivindicou por convenção coletiva e reajuste salarial nesta segunda-feira

Angélica Silveira

Protesto ocorreu nesta segunda-feira

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Um grupo de aproximadamente 20 vigias realizou um protesto, na manhã desta segunda-feira, no portão de entrada dos caminhões no Porto de Rio Grande. Com faixas e apitos eles permaneceram no local das 7h às 10h20min.

Conforme o vigia e integrante do Sindicato dos Vigias Portuários do Rio Grande do Sul, Flávio Santos Júnior, o protesto foi encerrado somente após a chegada do comando da Brigada. “Eles falaram que não podíamos impedir o ir e vir dos caminhões e pra evitar qualquer coisa decidimos encerrar. Não queríamos fazer isto, mas foi a única forma para sermos ouvidos”, disse.

Ele conta que a diária é de R$ 66 bruta e com os descontos o profissional recebe em torno de R$ 45. “Não temos condições de receber isto para andar até 20 quilômetros por dia tendo que acessar os terminais. Estamos há 15 anos sem reajuste salarial e sem uma convenção coletiva de trabalho”, lamentou.

O Sindicato dos Vigias Portuários tem aproximadamente 25 integrantes em Rio Grande, mas alguns encontram-se afastados do trabalho pelos mais diversos motivos, por isso não participaram do protesto desta segunda-feira. “Nós cuidamos da borda dos navios, sabemos quem é e o que entra ou sai pela escada do navio”, explicou. 

O Superintendente dos Portos do Rio Grande do Sul, Fernando Estima, disse que os vigias que fizereram os protestos são os que trabalham embarcados e são contratados por operadores e armadores. “Eles não são vigias do Porto nem da Guarda Portuária. São de uma instituição que está reduzindo este tipo de serviço passando diretamente para uma desburocratização”, observou. 

Para ele, a reivindicação da categoria é pertinente. “Quinze ou dez anos que não tem reposição salarial por falta de convenção. Mostra que ambas instituições privadas e sindicais não estão sendo habilidosas na condução. Nós do Porto nos reunimos com eles há quinze, 20 dias atrás e nos prontificamos a tentar fazer pelo menos a recuperação salarial”, garantiu.

Ele contou que os vigias têm outras demandas, como por exemplo a de passar para outras operações portuárias, passar para outras áreas sendo capacitados para isto, como estivadores, por exemplo. “Isto passa por uma convenção privada entre os patrões e eles. Então o Porto não pode parar. Nós vamos recorrer a todos os meios legais, o porto é serviço essencial. Neste caso estamos abertos a auxiliar, mas não temos como parar o Porto então vamos recorremos aos métodos legais de cobrar que o porto não possa ser interrompido”, concluiu. 


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