Economia

4º Fórum de Economia Circular debate ações de sustentabilidade, meio ambiente e corporativismo

O foco do evento é reunir e integrar a indústria, a sociedade e o governo para atuar na sustentabilidade do planeta de uma forma a modificar a economia linear

Ao todo, 57 painelistas vão debater a economia circular ligada às questões econômicas e ao mundo corporativo
Ao todo, 57 painelistas vão debater a economia circular ligada às questões econômicas e ao mundo corporativo Foto : Otávio Fortes / Unisinos / CP

Começou nesta quinta-feira o 4º Fórum de Economia Circular, com foco no futuro sustentável, no campus da Unisinos de Porto Alegre. O conceito "onde nada se perde tudo se transforma" tem evoluído ao longo dos anos e o avanço da tecnologia tem contribuído para que soluções inovadoras sejam incorporadas à rotina dos cidadãos e das empresas. O evento segue até sexta-feira envolvendo oito grandes painéis.

A atividade é uma realização da Conceitual Brasil, com promoção da Revista Plástico Sul e com organização do Sinplast-RS e da Unisinos. Ao todo, 57 painelistas vão debater diversos aspectos da economia circular, bem como ações em sustentabilidade, conscientização e preservação ambiental com equilíbrio às questões econômicas e atenção especial junto ao mundo corporativo.

Um dos organizadores do evento, o engenheiro de materiais, Manoel Lisboa, explica que o foco do evento da economia circular é reunir e integrar a indústria, a sociedade e o governo para atuar na sustentabilidade do planeta de uma forma a modificar a economia linear. "Onde a gente reduz e otimiza os processos. Onde não teremos mais descartes. Onde vamos reutilizar, reciclar, reintegrar e compartilhar produtos. Estes são os pilares da economia circular. A produção do consumo passa por diferentes setores. Esse evento reúne todos os elos da cadeia produtiva pra a gente trabalhar e questionar como podemos ter um mundo mais circular. Entender como funcionar o papel de cada um."

Lisboa salienta a importância de repensarmos a redução do consumo e a lógica do compartilhamento. "esta é uma forma de impactar menos o meio ambiente, reutilizando os recursos. Para isso precisamos travar diálogos impiryantes com universidades, cooperativas, sociedade e governos."

Professor da escola politécnica da Unisinos, Marcelo Caetano, garante que as discussões que se iniciaram nesta quinta-feira e seguem até sexta também estão ligadas ao aquecimento global. "Não estamos cuidando do nosso planeta. Estamos inseridos em uma produção não sustentável. Logo ali, em 2030 haverá o aumento exagerado da temperatura se não olharmos com atenção para a questão ambiental. Os relatórios técnicos apontam isso. Precisamos reaproveitar o que temos. Recuperar componentes e captar menos recursos naturais."

Caetano diz que são pequenas atitudes que fazem parte de uma grande ação global que, mais tarde, vão garantir a manutenção do ambiente para as futuras e vindouras gerações.

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