Economia

4º Fórum de Economia Circular encerra nesta sexta em Porto Alegre com discussões sobre sustentabilidade

Empresas e poder público debatem melhorias na cadeia produtiva relacionadas à preservação ambiental, especialmente no segmento plástico

Termina nessa sexta-feira o 4º Fórum de Economia Circular, com foco no futuro sustentável | Panorama do setor dentro do contexto geopolítico, com André Castro, João Luiz Zuneda e Maur´ício Jaroski
Termina nessa sexta-feira o 4º Fórum de Economia Circular, com foco no futuro sustentável | Panorama do setor dentro do contexto geopolítico, com André Castro, João Luiz Zuneda e Maur´ício Jaroski Foto : Camila Cunha

Porto Alegre sedia nesta sexta-feira, no Teatro Unisinos, o segundo e último dia do 4º Fórum de Economia Circular, realizado pela Conceitual Brasil, com promoção da Revista Plástico Sul e com organização do Sinplast-RS e da Unisinos. Em meio à Semana do Meio Ambiente, mais de 50 painelistas debatem novidades em sustentabilidade, reciclagem e preservação ambiental, entre outros temas.

“A economia circular é extremamente importante, porque, hoje, nosso modelo é linear. Ele é baseado em retirar algo dos recursos naturais, transformar em produtos, usá-los e depois descartá-los. Mas isto está gerando uma imensa quantidade de resíduos, o que esgota o planeta. Precisamos reduzir drasticamente (os recursos) que estamos consumindo. A circularidade é o processo pelo qual isto está acontecendo”, disse o consultor do Sindicato das Indústria de Material Plástico no RS (Sinplast-RS) e curador do evento, Manoel Lisboa.

Conforme ele, inclusive o design de produtos, a exemplo de embalagens, está mudando para melhorar o processo de fabricação, a fim de consumir menos energia. “Em vez de descartar na natureza, eles voltam para o ciclo”. Entre os diversos cases apresentados, inclusive do setor público, a Braskem exibe suas ações relacionadas à economia circular.

“Visitamos o Polo Petroquímico de Triunfo há alguns dias, e por que a Braskem? Porque ela é o maior produtos mundial de produtos renováveis, tratando-se do polietileno verde. Quando você consome um quilo dele, você está retirando 1,6 quilo de CO2 da natureza. Então isto é mais do que a economia verde, é a economia restaurativa, que melhora o meio ambiente”, acrescentou, destacando ainda que um dos maiores desafios é despertar a consciência coletiva para a importância desta mudança de paradigma, equilibrando preservação do meio ambiente com equilíbrio às questões econômicas.

Mesmo assim, segundo Lisboa, empresas plásticas de todos os tamanhos já praticam a economia circular. Já a própria Unisinos apresentou sua trajetória de destaque na pauta ambiental, sendo a primeira universidade da América Latina a obter a certificação ISO 14001. O fórum também está inserido na programação da Semana do Meio Ambiente e da Circularidade, promovida pela Plástico Sul em parceria com a Braskem e o Sinplast-RS, com atividades paralelas e ações educativas voltadas a diferentes públicos.

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