Economia

Brasil ultrapassa a marca de 10 milhões de mulheres empreendedoras

Dia 19 de novembro é comemorado o dia Mundial do Empreendedorismo Feminino

A empresa de chocolates emprega uma equipe majoritariamente feminina
A empresa de chocolates emprega uma equipe majoritariamente feminina Foto : Débora Zandonai / Divulgação / CP

Na última semana, foi divulgado um estudo realizado pelo Sebrae, com base em pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o Brasil atingiu um marco importante: 10,4 milhões de mulheres empreendedoras. É o maior número já registrado e representa um crescimento de 42% entre 2012 e 2024, reforçando a participação feminina na geração de renda, na criação de negócios e no desenvolvimento social do país na semana do ano mais marcante para as mulheres empreendedoras.

Comemorado anualmente em 19 de novembro, o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino foi instituído pela ONU em 2014 para reconhecer e valorizar o trabalho das mulheres que empreendem. Uma parceria entre a Semana Global do Empreendedorismo, a Fundação das Nações Unidas e o Departamento de Estado norte-americano. A data é vista como um momento para refletir sobre os desafios enfrentados no ambiente de negócios e sobre como a sociedade pode apoiar a construção de um cenário mais inclusivo e igualitário no empreendedorismo.

Um estudo realizado pelo Sebrae, com base em pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o Brasil atingiu um marco importante: 10,4 milhões de mulheres empreendedoras. É o maior número já registrado e representa um crescimento de 42% entre 2012 e 2024, reforçando a participação feminina na geração de renda, na criação de negócios e no desenvolvimento social do país.

Outro dado que confirma esse movimento vem da Associação Brasileira de Franchising (ABF): três em cada dez operações de franquias (32,2%) são lideradas por mulheres. A entidade também aponta que elas já são maioria nas redes franqueadoras, com participação que passou de 46% para 57% entre 2015 e 2024, um avanço de 11 pontos percentuais. Esses números mostram que a presença feminina está cada vez mais consolidada na gestão de seus empreendimentos e na geração de empregos.

A criação da data buscou ampliar a visibilidade das barreiras que ainda impedem o avanço das mulheres nos negócios. Embora elas representem mais da metade dos empreendedores brasileiros, seguem lidando com entraves que limitam seu desenvolvimento. Apesar disso, há histórias de mulheres que sucederam em seguir seus objetivos na busca de autonomia financeira e hoje conduzem negócios bem estruturados.

Em Garibaldi (RS), a trajetória de Mariana Milani é um exemplo desse caminho. Ela administra uma fábrica de chocolates criada há 38 anos por sua mãe, que nasceu como um pequeno negócio familiar e se tornou referência local na produção artesanal. Formada em turismo e com experiência internacional, a filha voltou para a empresa da família em 2014.

Com apoio do Sicredi, conseguiu o financiamento necessário para investir no crescimento da empresa. Utilizou a linha de investimento empresarial em parceria com entidades. A partir desse movimento, ampliou a produção artesanal e fortaleceu o impacto econômico e social da empresa na região. Hoje, oferece 23 recheios trufados frescos, mantém lojas físicas em Garibaldi e Bento Gonçalves, além da loja virtual, e lidera uma equipe majoritariamente composta por mulheres, contribuindo para um ambiente profissional de apoio e desenvolvimento.

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Mariana também buscou melhorar a experiência de quem visita suas lojas, criando espaços que vão além da venda de chocolates. Ao compartilhar sua experiência, ela deixa uma mensagem direta a outras mulheres que desejam empreender. “Nunca desistam dos seus sonhos. Os desafios existem para nos tornar melhores, não para nos impedir. Com dedicação, planejamento e apoio certo, é possível transformar ideias em resultados concretos”, enfatiza. Sua história mostra que o empreendedorismo feminino não impacta apenas a economia: amplia oportunidades, fortalece comunidades e incentiva mais mulheres a seguirem seus próprios caminhos.

Estudos do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizado anualmente no país pela parceria entre Sebrae e Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), destacam que o Brasil está entre as nações com maior número de mulheres que decidem empreender em diferentes fases da vida. O GEM também mostra que muitas mulheres empreendem motivadas por oportunidade, e não apenas por necessidade, o que indica um avanço na qualidade dos negócios liderados por elas.

Segundo o Sebrae, negócios liderados por mulheres têm forte impacto na economia local, especialmente em setores como alimentação, beleza, moda, serviços e economia criativa. Eles são responsáveis por gerar empregos, movimentar cadeias produtivas e contribuir para o desenvolvimento regional.

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