Começou na terça-feira (22) a 26ª edição da Construsul – Feira Internacional da Construção, realizada no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre. Consolidada como uma das mais relevantes feiras do setor na América Latina, a expectativa é de que mais de 32 mil visitantes passem pelos pavilhões nos quatro dias de programação
Segundo o diretor do evento, Ricardo Richter, o público visitante é formado, principalmente, por profissionais da construção civil. “A Construsul é frequentada por pessoas que são compradores, construtoras e lojas de materiais de construção, e os expositores são as indústrias que produzem soluções para a construção civil” explica.
Nesta edição, mais de 300 empresas nacionais e internacionais devem apresentar lançamentos e soluções inovadoras para o segundo semestre. “A gente está voltando a uma atípica normalidade, porque essa década foi marcada pela pandemia e, aqui no Rio Grande do Sul, pela enchente. Nessa edição, esperamos retornar a uma normalidade. Acho que esse número de 32 mil visitantes a gente vai bater”, projeta o diretor.
Entre as principais apostas da feira neste ano estão os setores de ferramentas e tintas, com destaque para inovações práticas e funcionais. “Eu costumo dizer que as novidades da construção civil são sutis. Ontem um expositor me apresentou um martelo em que a pessoa não precisa segurar o prego, pois a própria ferramenta segura. Então quando a gente fala de inovação e tecnologia, muitas vezes são esses tipos de produtos que a pessoa pode vir e conferir aqui”, detalha.
Segundo Richter, mais de 60% das empresas expositoras vêm de fora do Rio Grande do Su. “Esta é uma feira que tem abrangência internacional. A gente tem mais de 60% das empresas que são de fora do Rio Grande do Sul. E tem pessoas que atravessam o mundo para expor e também para visitar a nossa feira.”, destaca.
Mesmo não sendo o foco do evento, a Construsul acontece em meio a preocupações do setor industrial com o chamado “tarifaço” dos Estados Unidos, que pode afetar a cadeia da construção civil. Richter explica que a construção civil está ligada ao setor de pedras raras, que serão impactados.
Por outro lado, o diretor ressalta que o mercado interno brasileiro segue forte. “No Brasil, a gente tem um mercado consumidor interno muito forte. Isso é muito importante, porque esse mercado interno acaba sendo uma locomotiva do mercado da construção civil”, conclui.
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