Na noite desta terça-feira, 26, empreendedores se reuniram no Quiero Café Moinhos, em Porto Alegre, para acompanhar a palestra “Raízes, Pontes e Resultados”, conduzida pela advogada e conselheira consultiva em governança corporativa familiar Cristine Scheffer. O encontro teve como proposta provocar reflexões sobre a nova economia, suas implicações no empreendedorismo local e os desafios de adaptação em um cenário cada vez mais colaborativo.
Cristine destacou que ainda há uma visão tradicional muito presente no meio empresarial gaúcho, voltada à lógica da escassez, enquanto a nova economia se estrutura sobre ecossistemas vivos e colaborativos.
“O empreendedorismo precisa entender que não estamos mais na parte tradicional. Hoje o que sustenta os negócios são ativos intangíveis, como reputação, entrega, inteligência e estratégias invisíveis, que dão consistência às marcas. Se não pensarmos em colaboração e rede, estaremos fora do mercado nos próximos cinco ou dez anos”, alertou.
A palestrante afirmou que seu trabalho foi construído a partir de quatro meses de estudos e laboratórios, consolidando uma visão “nexialista”, que busca conectar pontos e oferecer resultados sustentáveis. Ela ressaltou que o conceito ainda é pouco difundido no Rio Grande do Sul, mas será determinante para a competitividade das empresas.
Colaboração além do networking
Ao falar sobre os aprendizados recentes no ecossistema local, Cristine citou como as enchentes no Estado estimularam formas mais sólidas de cooperação entre empreendedores. Para ela, esse movimento mostrou que o futuro dos negócios está na capacidade de criar redes que funcionem não apenas por interesse imediato, mas por vínculos reais de confiança e solidariedade.
“O que aconteceu nas enchentes foi algo muito maior que o networking tradicional. Criou-se um ecossistema colaborativo, em que as pessoas se ajudaram de forma genuína, com o coração. Esse é o espírito que deve guiar o empreendedorismo na nova economia”, afirmou.
Na prática, Cristine defendeu que empreendedores precisam fortalecer parcerias capazes de oferecer suporte mútuo em momentos de necessidade, criando ambientes de confiança e cooperação.
“Estamos vivendo uma tsunami de informações e movimentos. Precisamos congregar pessoas que entreguem resultados consistentes. Sem colaboração, não há espaço na nova economia”, concluiu.
O evento marcou mais uma iniciativa para aproximar o empreendedorismo gaúcho de tendências globais, com foco em inovação, cooperação e preparação para os novos ciclos geracionais que irão ocupar o mercado nos próximos anos.