O Rio Grande do Sul consolida sua posição como protagonista na transição energética brasileira. Com uma matriz elétrica impressionante, onde 85% da geração provém de fontes renováveis – liderada pela hídrica, seguida pela solar e eólica –, o Estado agora volta seus olhos para o hidrogênio verde e o biometano.
Em entrevista exclusiva ao podcast do Correio do Povo durante o 6º Fórum de Energias Renováveis, com patrocínio de Biometano Sul e Biotérmica Energia, Rodrigo Huguenin, diretor de energia da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), detalhou como o planejamento e a governança estão moldando o futuro energético.
Estratégia para descarbonizar a indústria gaúcha
Huguenin explicou que a estratégia gaúcha é utilizar o hidrogênio verde para descarbonizar a indústria local. O objetivo é atrair novos empreendimentos que busquem uma matriz limpa, agregando valor aos produtos do Estado. Ele destaca o edital de R$ 100 milhões que selecionou projetos de empresas como Tramontina e Âmbar Energia para desenvolver essa tecnologia em solo gaúcho.
Huguenin lembrou que as enchentes de 2024 trouxeram aprendizados cruciais sobre a necessidade de resiliência e, principalmente, de investimentos em transmissão. "Não terá transição energética se não houver transmissão", afirma o diretor, destacando que o planejamento e a previsibilidade são fundamentais para as próximas gerações.