Esqueça a ideia de que debater o futuro do planeta é uma pauta restrita a engenheiros. A transição energética já saiu dos laboratórios, bateu à porta das indústrias e está mexendo diretamente com o seu estilo de vida e com o seu bolso.
Durante o 6º Fórum de Energias Renováveis, em Porto Alegre, Daniela Cardeal, presidente do Sindienergia-RS, desmistificou o setor em entrevista exclusiva ao Correio do Povo, com patrocínio de Biometano Sul e Biotérmica Energia. Segundo ela, a energia é o motor invisível que molda a economia, a biologia e a tecnologia global.
Se antes instalar placas solares parecia uma realidade distópica e cara, hoje o cenário mudou. A energia solar despontou como a segunda maior fonte de geração no Rio Grande do Sul. O motivo é pragmático: o impacto financeiro.
O avanço digital trouxe uma nova dinâmica. Grandes corporações de tecnologia já não medem mais seus investimentos apenas em milhões de reais, mas sim em gigawatts (GW) de energia limpa disponível para seus data centers.
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Rio Grande do Sul na vanguarda
O Rio Grande do Sul é o único estado brasileiro a possuir o atlas de todas as suas fontes de energia disponíveis, desbravando o potencial eólico e de hidrelétricas em regiões antes esquecidas.
O próximo grande salto está no mar, com a energia offshore (eólica e solar flutuante na costa), que promete descarbonizar a logística e o agronegócio através da produção de fertilizantes e combustíveis verdes.
A transição para as energias renováveis no Rio Grande do Sul prova que o futuro sustentável é o único caminho para alinhar preservação ambiental e crescimento econômico real para o cidadão.