Uma pesquisa, a realizada pela Loft, em parceria com a empresa de inteligência de mercado Offerwise, apontou que 86% dos moradores de Porto Alegre estariam dispostos a pagar algum valor adicional por um imóvel localizado próximo ao trabalho ou faculdade.
Destes, 29% dos moradores aceitariam pagar entre R$ 100 mil e R$ 200 mil a mais por essa conveniência, enquanto 22% afirmaram que aceitariam pagar até R$ 100 mil a mais, e, outros 20% disseram aceitar pagar até R$ 50 mil adicionais.
O levantamento, feito na segunda quinzena de junho, com 251 entrevistados, em amostra representativa da Capital, revelou que para 80% dos moradores da Capital, a proximidade entre imóvel e local de trabalho ou estudo é importante ou extremamente importante. Apenas 10% consideram esse fator indiferente. Entre os principais motivos apontados estão: economizar tempo no deslocamento (62%), ter mais tempo para outras atividades (53%) e economizar dinheiro com combustível (47%).
Aluguel
Quando o assunto é aluguel, 35% dos entrevistados pagariam entre R$ 501 e R$ 1.000 a mais por mês para viver perto do trabalho. Outros 22% aceitariam pagar até R$ 500 adicionais. Doze por cento aceitariam aumentos superiores a R$ 1.500. “A disposição em pagar mais por imóveis bem localizados mostra como o tempo gasto com deslocamento segue sendo um fator central na decisão de moradia”, afirma o gerente de Dados da Loft, Fábio Takahashi.
Mudança de regime de trabalho afeta decisão residencial
Cerca de 33% dos moradores da Capital tiveram mudança na modalidade de trabalho no último ano. Na Classe A, 61% passaram a atuar em novos formatos – presencial, híbrido ou remoto –, quase o dobro dos respondentes da Classe B (33%).
Atualmente, 49% dos entrevistados trabalham presencialmente, 36% em regime híbrido e 15% de forma 100% remota. Em 2023, os percentuais de trabalho híbrido e remoto eram de 31% e 8%, respectivamente.
Entre as classes C e D/E, menos da metade está em regime remoto ou híbrido. Já entre os da Classe A, esse número chega a 90%.
Tempo de deslocamento e meios de transporte
A pesquisa mostra ainda que 55% dos moradores da cidade levam até 30 minutos para chegar ao trabalho; 31% gastam entre 31 minutos e uma hora. O principal meio de transporte é o carro particular (46%), seguido por ônibus comum (34%) e carro por aplicativo (23%).
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Bairros mais valorizados
Em março, a Loft fez uma pesquisa e apontou os bairros mais valorizados de Porto Alegre. Três Figueiras, Auxiliadora e Chácara das Pedras lideram a valorização para residências com metragens entre 30m² e 65m², enquanto Jardim Europa, Moinhos de Vento e Três Figueiras ocupam os primeiros lugares na faixa acima de 125m².