Completando quatro dias em greve, a categoria petroleira segue firme e unida, pressionando os gestores da Petrobrás e das subsidiárias a avançarem no processo de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho e no atendimento dos eixos de luta deliberados nas assembleias. O movimento grevista cresce diariamente com novas adesões de trabalhadores e trabalhadoras.
Entretanto, com a greve se fortalecendo a cada dia, a gestão da Petrobrás aumenta a pressão sobre os sindicatos para tentar enfraquecer o movimento, exigindo a recomposição dos grupos de contingência, mas sem aceitar contrapartida nas negociações. As lideranças sindicais cobram que os efetivos mínimos sejam controlados pelos trabalhadores e pelos sindicatos para garantir a segurança operacional das unidades durante a greve.
A presidenta do Sindipetro-RS, Miriam Cabreira, destaca que a mobilização segue firme, com a intensificação das ações para garantir a saída segura dos trabalhadores que permanecem dentro da refinaria. Segundo ela, a empresa deveria cumprir a Lei de Greve e negociar a cota de carga, mas prefere assumir riscos desnecessários, colocando em perigo os trabalhadores e toda a comunidade do entorno, em vez de dialogar.
Miriam aponta que o Sindipetro-RS segue empenhado na busca por diálogo com a empresa, cobrando o cumprimento do que determina a lei e reafirmando que a segurança dos trabalhadores é prioridade absoluta.
A Petrobras foi procurada para se manifestar sobre a situação, mas até o momento não retornou.
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