Economia

PF encontra indícios de lavagem de dinheiro em empresas de alvos de ação contra fraudes no INSS

Transações foram consideradas suspeitas pelas autoridades

PF encontra indícios de lavagem de dinheiro em empresas de alvos de ação contra fraudes no INSS
PF encontra indícios de lavagem de dinheiro em empresas de alvos de ação contra fraudes no INSS Foto : José Cruz / Agência Brasil / CP

A nova fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), revelou outros detalhes da fraude contra aposentados encontrada no INSS. De acordo com as investigações da Corporação, há indícios de lavagem de dinheiro em ao menos seis empresas ligadas aos alvos que foram buscados nesta quarta-feira.

As três pessoas investigadas teriam ligações com a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer). A entidade é também investigada pelos agentes.

Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, a PF identificou uma transferência de R$ 800 mil vinda de um dirigente da Conafer para um dos investigados. Logo em seguida, parte dos recursos foi repassada. As autoridades acreditam que isso seria um ciclo de lavagem de dinheiro.

Um dos suspeitos que foi alvo da operação de hoje é considerado um “significativo elemento” no esquema de fraudes. Ele, além de ter recebido valores expressivos, teria negociado com outros indivíduos suspeitos na estrutura criminosa.

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A operação de hoje cumpriu, essencialmente, dois mandados judiciais na cidade de Presidente Prudente, interior de São Paulo. O foco da ofensiva foi um operador financeiro do esquema. Segundo as investigações, ele é suspeito de ter adquirido veículos de alto valor com recursos provenientes das fraudes praticadas contra beneficiários do INSS.

Os mandados judiciais foram autorizados pela 10ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal.

A operação, que conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), já identificou que a maior parte dos descontos foi feita sem autorização dos aposentados e pensionistas, gerando prejuízos estimados em bilhões de reais.

A ofensiva gerou as quedas do então presidente do INSS Alessandro Stefanuto e do ministro da Previdência Social Carlos Lupi, responsável por indicar Stefanuto ao cargo.

Como funcionava o esquema

Segundo a investigação, a fraude era realizada por meio de descontos mensais indevidos de aposentados e pensionistas do INSS, como se eles tivessem se tornado membros de associações. No entanto, as vítimas não tinham conhecimento sobre a situação.

“Várias dessas pessoas, a grande maioria delas, não tinham autorizados esses descontos. Esses descontos eram, em sua grande maioria fraudados em função de falsificação de assinaturas, em função de uma série de artifícios utilizados para simular essa manifestação de vontade que não era uma manifestação de vontade real dessas pessoas”, explicou o ministro da CGU, Vinicius Marques de Carvalho horas depois da primeira fase da operação.

A CGU afirmou que a operação teve início a partir da identificação do aumento desses descontos e do crescimento de reclamações dos aposentados. Segundo o ministro da CGU, a ofensiva está apenas no começo e terá novos desdobramentos.

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