Economia

Presidente da Fecomércio critica risco fiscal e cobra segurança jurídica em 2026

Em vídeo, Luiz Carlos Bohn alerta para desafios do setor produtivo em ano eleitoral

Presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn
Presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn Foto : Mauro Schaefer

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), Luiz Carlos Bohn, divulgou um vídeo na noite desta terça-feira em que afirma alertar para “três desafios que ameaçam quem produz e gera emprego no Rio Grande do Sul”. Na gravação, ele cita a adaptação das empresas à reforma tributária, a situação fiscal do País em ano eleitoral e uma suposta crise de confiança nas instituições.

Sobre a reforma tributária, Bohn declarou que a entidade “está vigilante para que essa mudança traga a simplificação prometida e não apenas mais custos e burocracia para o caixa das empresas”.

Com a proximidade das eleições presidenciais de 2026, o presidente da Fecomércio também alertou para o que classificou como “risco de descontrole fiscal em ano eleitoral”. Segundo ele, o setor não vai aceitar que “a busca por votos resulte em gastos irresponsáveis, que geram inflação e juros altos”.

Em relação à confiança nas instituições, Bohn afirmou que “episódios envolvendo instituições financeiras e decisões de tribunais abalam a segurança jurídica necessária para investir”. Ele ainda cobrou regras claras e tribunais isentos como condição para o desenvolvimento econômico.

Ao final da mensagem, o dirigente destacou que a Fecomércio “seguirá firme na defesa dos empresários, cobrando responsabilidade e respeito a quem sustenta a nossa economia”.

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Confira a íntegra do pronunciamento:

Meus amigos, iniciamos 2026 com o dever de alertar para três desafios que ameaçam quem produz e gera emprego no Rio Grande do Sul. O primeiro é a adaptação à reforma tributária. Entramos na fase crítica de transição para o novo sistema. A Fecomércio está vigilante para que essa mudança traga a simplificação prometida e não apenas mais custos e burocracia para o caixa das empresas.

Além disso, enfrentamos o risco do descontrole fiscal em ano eleitoral. Não aceitaremos que a busca por votos resulte em gastos irresponsáveis, que geram inflação e juros altos. O setor produtivo não pode ser, mais uma vez, quem paga a conta do governo.

Por fim, nos preocupa a crise de confiança nas instituições. Episódios envolvendo instituições financeiras e decisões de tribunais abalam a segurança jurídica necessária para investir. Sem regras claras e tribunais isentos, o desenvolvimento do País trava.

A Fecomércio seguirá firme na defesa dos empresários, cobrando responsabilidade e respeito a quem sustenta a nossa economia.

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