Ensino

Colégio estadual em Porto Alegre deve ter energia restabelecida nesta sexta após quatro meses funcionando às escuras

Escola Estadual de Ensino Fundamental Gabriela Mistral, no bairro Santo Antônio, recebeu recursos do Assistir Educação para troca da fiação

Atuação do MPRS tem se mostrado decisiva: 107 atentados foram investigados, dos quais 37 foram evitados, graças à ação conjunta entre promotores, rede de ensino e órgãos de proteção social
Atuação do MPRS tem se mostrado decisiva: 107 atentados foram investigados, dos quais 37 foram evitados, graças à ação conjunta entre promotores, rede de ensino e órgãos de proteção social Foto : Camila Cunha / CP Memória

Após meses de angústia para pais, professores e a comunidade escolar, a energia elétrica deverá voltar à normalidade ainda nesta sexta-feira à Escola Estadual de Ensino Fundamental Gabriela Mistral, bairro Santo Antônio, em Porto Alegre. Técnicos trabalham na subestação do colégio para resolver uma situação que ocorre, pelo menos, desde outubro do ano passado, quando o colégio, que atende mais de 300 alunos no ensino regular e integral, começou a sofrer com a luz em meia fase, causado por tentativas de furtos de fios, segundo a diretora Lisiane do Amaral Miranda.

Até então, as aulas eram ministradas sob luz de geradores, e diante do calorão que chegou a adiar o reinício das aulas na rede estadual em alguns dias há algumas semanas, os ventiladores praticamente não davam conta das altas temperaturas. Inclusive o cardápio dos alunos do Ensino Integral precisou ser modificado para itens frios, pois apenas um dos quatro freezers do local funciona, e passou a ser utilizado para o armazenamento de alimentos.

“Segunda-feira voltamos com muita alegria. Vai ser uma segunda volta às aulas”, afirmou ela. Não apenas a luz será restabelecida, mas toda a fiação, parte dela subterrânea, será substituída. A escola também deve receber climatização em breve. Os recursos serão encaminhado por meio do programa Agiliza Educação. Diante das aulas prejudicadas no ano passado, a escola encaminhou licitação conforme orientação da 1ª Coordenadoria Regional de Educação (1ª CRE), para um prazo de 90 dias para as obras.

Vieram as férias de verão, e houve “pressão” de pais e responsáveis para haver agilidade nos trabalhos. “Eles sentiram muita falta, porque a logística familiar foi alterada. Somos uma escola bastante tradicional, e as mães estudaram aqui também”, comentou ela. O Departamento de Manutenção e Obras Escolares da Secretaria Estadual da Educação (Seduc) interviu diretamente e a obra foi autorizada de maneira emergencial.

Elas foram iniciadas na última segunda-feira. “Se necessário fosse, faríamos horas extras aqui. Porém não será preciso”, disse a diretora. A novidade do retorno à normalidade será dada neste sábado, na tradicional reunião de pais que marca o início do ano letivo. “Independentemente de qualquer situação, estamos fazendo pelos meios legais e corretos, pensando sempre no bem-estar do aluno”.

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